(Imagem: iStock/miglagoa)
A Azul (AZUL53) informou ao mercado o fechamento de sua oferta privada de títulos de dívida, avançando em mais uma etapa do seu processo de reestruturação. De acordo com o comunicado divulgado na noite de sexta-feira (6), a subsidiária Azul Secured Finance LLP concluiu a oferta no exterior de US$ 1,375 bilhão em títulos de dívida seniores com garantia prioritária, com remuneração de 9,875% e vencimento em 2031.
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A oferta irá compor o financiamento de saída da companhia aérea do processo de recuperação judicial que enfrenta nos Estados Unidos (Chapter 11).
No documento, a Azul destaca que não houve e nem ocorrerá registro dos títulos de dívida na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na Securities and Exchange Commission (SEC), ou em qualquer outra jurisdição.
Com o cumprimento do cronograma de reestruturação, a previsão é de que a Azul deixe a recuperação judicial até o fim de fevereiro.
Quando entrou no Chapter 11, a Azul foi enfática na mensagem de que se tratou de um movimento ponderado e já bem estruturado desde o seu início.
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De acordo com apuração do Money Times, para o fim do processo faltam acontecer basicamente o aporte de capital, que irá promover liquidez para a companhia, e a aprovação da transação com a United — que sofreu entrave no Cade, confira detalhes dessa história aqui.
Oferta de ações
As ações da Azul derreteram mais de 40% na bolsa brasileira na última sexta-feira (6), com mudanças no cronograma da oferta de ações. A companhia aérea protocolou um pedido de registro de uma oferta pública de distribuição primária de ações ordinárias, em uma operação que pode movimentar até R$ 5 bilhões.
No entanto, as principais etapas da operação, previstas para ocorrer em 11 de fevereiro, sofreram adiamento para o dia 18 de fevereiro.
Sendo assim, o registro da oferta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a realização do procedimento de alocação, a divulgação do fato relevante e do anúncio de início da oferta, além da reunião do conselho de administração que irá homologar o aumento de capital, serão realizados na nova data.
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A Azul também adiou a liquidação da oferta do dia 19 para 20 deste mês e o início das negociações das ações de 20 para 23 de fevereiro.
O adiamento coloca no radar se a aérea irá cumprir com o cronograma de saída.
Grupamento
Nesta semana, os acionistas da Azul se reúnem, em assembleia geral extraordinária (AGE), para votar o grupamento de ações na proporção de 75 para 1. A AGE está prevista para a quinta-feira (12), às 11h, de forma 100% digital. A operação já foi aprovada pelo conselho de administração da companhia aérea.
A proposta da Azul visa adequar o número de ações aos parâmetros e limites operacionais aplicáveis no mercado secundário.
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Sendo assim, o grupamento reúne 75 ações para formar uma, sem mudar o valor do capital social da companhia, que permanecerá no montante de R$ 16,77 bilhões, mas passará a ser dividido em 9,253 trilhões de ações ordinárias.
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