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Azul (AZUL54) tem derrocada de 40% nesta quarta-feira (7); o que impacta as ações?

07 jan 2026, 16:01 - atualizado em 07 jan 2026, 16:27
azul
(Imagem: iStock/miglagoa)

A Azul deu mais um passo no seu processo de reestruturação financeira com a homologação da sua oferta bilionária de ações. Ainda que a operação represente uma etapa relevante e já prevista na trajetória da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), os acionistas enfrentam, agora, uma grande diluição decorrente do movimento.

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O Bradesco BBI, que recomenda venda para a ação, destaca que o aumento de capital, anunciado em dezembro, está em linha com as expectativas e reforça o plano de saída do Chapter 11. Espera-se que a empresa saia do processo ainda neste ano.

O processo implicou também na mudança das negociações das ações sob o ticker AZUL4. Desde o dia 23 do mês passado, a companhia passou a utilizar o código AZUL54.

Na Bolsa, as ações AZUL54 chegaram a cair mais de 40% nesta quarta. Por volta de (horário de Brasília), os papéis caíam 32,03%, cotados a R$ 379,90. Acompanhe o tempo real.

Esse valor corresponde a um lote de 10 mil ações. Dessa maneira, ao dividir o preço atual de tela, o valor unitário da ação está na casa dos centavos, valendo cerca de R$ 0,03.

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Em outro relatório, divulgado à época do anúncio da oferta de ações, o BBI já havia apontado que, dado o preço definido para conversão, existiria uma grande diluição de patrimônio para os acionistas existentes.

Na prática, a Azul converterá senior notes emitidas no exterior em participação acionária. Para viabilizar a troca da dívida, companhia emitirá um volume massivo de papéis:

  • Ações ordinárias: 723.861.340.715 papéis ao preço de R$ 0,00013527 cada.
  • Ações preferenciais: 723.861.340.715 papéis ao preço de R$ 0,01014509 cada.

O que ainda está no radar

A reestruturação da Azul segue em andamento. No início de dezembro, a aérea recebeu a aprovação da Justiça dos Estados Unidos para o plano de recuperação judicial. O plano previa justamente a conversão de grande parte da dívida pré-existente em ações.

Ainda em dezembro de 2025, o conselho de administração da Azul convocou uma assembleia geral extraordinária e uma assembleia especial para o dia 12 de janeiro de 2026 para deliberar sobre o fim de suas ações preferenciais e transformar todo o capital da companhia em ações ordinárias, movimento que também faz parte do plano de recuperação judicial.

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A proposta da companhia prevê que cada ação preferencial (AZUL4) seja convertida em 75 ações ordinárias (AZUL3). Segundo o comunicado ao mercado, a proporção foi estabelecida pela administração com base na relação econômica existente entre as ações preferenciais e as ações ordinárias.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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