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Banco do Brasil (BBAS3): Lucro despenca 53% e vai R$ 3,4 bilhões no 1T26, mas fica dentro das expectativas

13 maio 2026, 18:43 - atualizado em 13 maio 2026, 18:44
dividendos agosto banco do brasil vivo
É o primeiro recuo dos números após 16 trimestres consecutivos de crescimento anual do lucro

O Banco do Brasil (BBAS3) terminou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões, queda de 53% ante mesmo período de 2024, mostra documento enviado ao mercado nesta quarta (13).

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Apesar disso, a cifra dentro do consenso da Bloomberg, que aguardava lucro de R$ 3,42 bilhões.

Um conjunto de fatores, que incluem a piora da inadimplência do agronegócio e a nova resolução da CMN nº 4.966/2021, que endureceu e obrigou os bancos a elevarem as provisões para calotes, fez o banco passar de queridinho do mercado para um grande ponto de interrogação.

Desde do terceiro trimestre do ano de 2024, o BB vem sentido efeitos da falta de pagamento no agronegócio, já que o setor passa por uma alta expressiva do número de recuperações judiciais no setor.

Para ter noção do sentimento ruim do setor, o segmento de agropecuária teve o maior número de empresas envolvidas em processos de recuperação judicial em 2025, segundo informações divulgadas pela Serasa Experian. O setor concentrou 30,1% (743) dos CNPJs

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Banco do Brasil: Rentabilidade em queda

O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) despencou 9,4 pontos percentuais, encerrando o trimestre a 7,3%. Consenso da Bloomberg esperava 6,2%.

Nas últimas semanas, analistas pioraram as projeções do BB. A própria administração já sinalizava que a inadimplência no agronegócio seguia elevada. “O primeiro semestre tende a ser mais apertado — isso já vínhamos discutindo desde o ano passado”, afirmou a CEO Tarciana Medeiros.

Dessa forma, banco ficou mais um trimestre abaixo dos 20% de rentabilidade, número mágico olhado pelo mercado. Também encerrou abaixo do Itaú (ITUB4), que terminou com ROE de 24%, Santander (SANB11), a 16%, e Bradesco (BBDC4), que terminou o período a 15,8%.

Mais informações a seguir

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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