Bank of America recomenda compra de Coinbase (COIN) e vê alta potencial de 38% da ação
O Bank of America (BofA) elevou a recomendação da Coinbase (COIN) para compra, argumentando que a expansão de produtos da empresa, suas mudanças estratégicas e um valuation mais barato a posicionam bem para 2026.
O analista do banco norte-americano, Craig Siegenthaler, afirmou que passou a ter uma visão mais positiva sobre a ação COIN “após o impulso no lançamento de produtos no segundo semestre e a correção do papel”, citando uma queda de 40% em relação às máximas de julho.
Vale destacar que a ação COIN caiu cerca de 5% em 2025, mas acumula avanço de 10% nas primeiras semanas do ano. O banco manteve o preço-alvo de US$ 340, que “implica um potencial de valorização de 38%”.
Siegenthaler escreveu que a entrada da Coinbase em ações, ETFs e mercados de previsão aproximam a corretora do seu objetivo de se tornar a “exchange para tudo” da realidade.
Novos produtos da Coinbase
Os analistas destacaram que, em um evento de apresentação de produtos em 17 de dezembro, a empresa “detalhou pela primeira vez sua expansão para a negociação de ações, ETFs e mercados de previsão”, ampliando seu mercado endereçável total e criando oportunidades de venda cruzada.
Um dos principais focos do Bank of America é a Base, a rede (blockchain) de segunda camada (Layer 2 ou L2) da Coinbase construída sobre o Ethereum (ETH).
O banco descreveu a Base como “fundamental para a expansão da Coinbase no ramo de infraestrutura”, acrescentando que um eventual lançamento de um token nativo “poderia levantar bilhões de dólares em caixa” e incentivar novos investidores.
O BofA também destacou a Coinbase Tokenize, que “combina emissão, custódia, conformidade regulatória e acesso à sua ampla base de clientes”, posicionando a Coinbase para liderar a tokenização de ativos do mundo real.
O valuation da empresa é outro fator por trás da elevação da recomendação.
O BofA observou que o interesse vendido (short interest) da Coinbase dobrou na comparação interanual, enquanto o múltiplo P/L (preço sobre lucro) está “40% abaixo da faixa observada entre julho e outubro”.