BDRs: Incertezas geopolíticas pesam nas recomendações de abril do Safra; confira
O Banco Safra manteve a sua carteira recomendada de Brazilian Depositary Receipts (BDRs) de março para abril.
O banco, no entanto, reduziu a exposição à Amazon e ao ETF do S&P 500, enquanto a Charles Schwab e a Visa ganharam espaço no mês.
Vale lembrar que os BDRs são títulos emitidos e negociados no Brasil que representam outro título negociado no exterior. Ou seja, eles funcionam como uma forma de investir indiretamente em ativos internacionais.
Mudanças em abril
O Safra reduziu a exposição à Amazon, devido ao seu maior vínculo com a economia real e a maior sensibilidade aos custos de frete, com o objetivo de mitigar os efeitos da crise geopolítica global decorrente do conflito no Irã e da consequente alta no preço do petróleo.
Houve aumento, em contrapartida, do peso da Charles Schwab na carteira de abril, uma vez que a empresa tende a se beneficiar de um cenário de maior volatilidade nos mercados globais.
O banco também elevou a posição em Visa, apoiado na maior proteção em um ambiente inflacionário mais estressado em nível global. Para abrir espaço para parte das trocas, o Safra reduziu ligeiramente o peso do ETF do S&P 500.
Veja as BDRs recomendadas pelo Safra em abril
| Empresa | Código | Peso |
|---|---|---|
| Amazon | AMZO34 | 8,00% |
| Charles Schwab | SCHW34 | 6,00% |
| Netflix | NFLX34 | 10,00% |
| Goldman Sachs | GSGI34 | 10,00% |
| Visa | VISA34 | 6,00% |
| Microsoft | MSFT34 | 10,00% |
| Nvidia | NVDC34 | 8,00% |
| GOGL34 | 10,00% | |
| Eli Lilly | LILY34 | 6,00% |
| ETF S&P 500 | IVVB11 | 26,00% |