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Bitcoin (BTC) abaixo de US$ 60 mil: por que a cripto acumula perdas de 8% em julho, segundo CEO da Ripio

10 jul 2024, 13:04 - atualizado em 10 jul 2024, 13:04
Sebastián Serrano_Ripio bitcoin criptomoedas ethereum
Segundo o CEO e cofundador da Ripio, Sebastián Serrano, há três motivos que estão afetando o mercado do Bitcoin. (Reprodução: LinkedIn Ripio)

Desde o início do mês de julho, o mercado viu o preço do Bitcoin (BTC) sair de US$ 62 mil para o patamar de US$ 57 mil, acumulando uma queda de 8%.

Nesta quarta-feira (10), a criptomoeda opera em alta de 1,20%, em um movimento de recuperação, mas se mantém abaixo dos US$ 58 mil, por volta das 12h25.



Segundo o CEO e cofundador da Ripio, Sebastián Serrano, há três motivos que estão afetando o mercado das moedas digitais, que já é muito volátil. O primeiro deles é a liquidação de tokens da Mt. Gox.

A Mt. Gox, uma das primeiras exchange de cripto, declarou falência em 2014 após perder cerca de 850 mil bitcoins — avaliadas em mais de US$ 500 milhões, na época — em um ataque hacker. Na quinta-feira passada (4), a empresa fez as primeiras transferências de Bitcoin para as exchanges que realizarão os pagamentos para os seus antigos clientes.

“Embora tenha falido, ela ainda tinha Bitcoins no valor de US$ 8 bilhões que serão distribuídos às pessoas que os reivindicaram desde aquela época. Existe o temor de que isso seja vendido no mercado, embora ainda não tenha sido dividido. Ao meu ver, esse medo é um pouco exagerado, pois muitos venderam suas posições e outros compraram para mantê-las a longo prazo”, afirma em relatório.

Também está no radar a venda de Bitcoins apreendidos pela Alemanha de um site extinto de filmes piratas, o Movie2k.to, que estava ativo até 2013.

A Delegacia de Polícia Criminal Federal Alemã (Bundeskriminalamt – BKA) transferiu 10.853 bitcoins para diversas exchanges e agentes do mercado, em movimentações que chegam ao valor de US$ 637 milhões, nesta quarta-feira (10). O BKA, antes da venda, possuia quase 32.488 BTC, aproximadamente US$ 2 bilhões.

Além disso, também influenciam com os preços da cripto as incertezas políticas nos Estados Unidos, devido às eleições presidenciais.

“Os cenários são: se [Donald] Trump vencer, seria positivo em termos regulatórios para o ecossistema da economia digital, já que a administração atual é anti cripto. Se [Joe] Biden vencer, pode ser negativo para o mercado. É provável que vejamos um movimento lateral no preço até que o quadro fique mais claro”, destaca Sebastián.

A queda do Bitcoin é boa, afirma CEO da Ripio

Para o CEO da Ripio, esse movimento de baixa e lateralização é bom e necessário, já que as criptomoedas estavam se movendo muito rápido e superaqueceram o mercado.

“Essa lateralização permite que aqueles que deveriam ter saído o façam, e que novas pessoas e empresas entrem a preços mais altos, fortalecendo o mercado a longo prazo”, afirma.

Ele ainda aponta que a queda do Bitcoin não foi tão violenta quanto em outros momentos em que a tendência de alta terminou e passou para o bear market.

Após o ATH — máxima histórica — em maio de 2021, de ciclo de halving do Bitcoin, por exemplo, houve um grande movimento de vendas em que cerca de 50% do BTC foi negociado, fazendo com que o preço caísse sistematicamente em cada onda de vendas.

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“Como resultado, algumas semanas depois, vimos uma queda brutal na atividade das contas, indo de 1,3 milhão de contas ativas em junho para apenas 500 mil em julho. Importante lembrar também que, por volta dessa época, ocorreu a repressão do governo chinês à mineração, com a consequente queda na taxa de hash do Bitcoin”, diz.

A avaliação é de que, diferentemente dos ciclos anteriores, desta vez o ATH veio antes do halving (cerca de um mês, em 14/03, enquanto a redução das recompensas aos mineradores foi aplicada em 19/04). Também houve a liberação dos ETFs de BTC e, mais recentemente, os ETFs de Ethereum, que também competem pela atenção com o Bitcoin.

Editora-chefe
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como editora-chefe no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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