Criptomoedas

Bitcoin (BTC) vai acabar? Nevasca nos EUA faz mineradores pisarem no freio

27 jan 2026, 8:34 - atualizado em 27 jan 2026, 8:34
Bitcoin BTC energia
Bitcoin (BTC)

A intensa tempestade de neve que atinge os Estados Unidos nos últimos dias volta a colocar o bitcoin (BTC) no centro de um debate antigo: o que acontece com a maior criptomoeda do mundo quando falta eletricidade?

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Com neve, gelo e temperaturas extremas pressionando as redes elétricas de diferentes maneiras, mineradores de criptomoedas nos EUA reduziram ou suspenderam temporariamente suas atividades, sobretudo em estados com alta concentração de data centers, como o Texas.

Esse movimento não é inédito, mas o cenário atual lhe confere maior relevância. Afinal, hoje os Estados Unidos concentram a maior parcela da mineração global de bitcoin.

A queda da taxa de hash da Foundry

No auge da tempestade, a taxa de hash (hashrate, ou poder computacional) atribuída à Foundry — empresa líder do setor de mineração de Bitcoin e operadora do maior pool do mundo — recuou de cerca de 260 exahashes por segundo (EH/s), em 24 de janeiro, para aproximadamente 124 EH/s no dia seguinte, antes de se recuperar para algo em torno de 134 EH/s.

A queda refletiu a decisão de mineradores ligados ao pool de desligar equipamentos ou operar no mínimo, especialmente em estados como o Texas, onde o sistema elétrico é mais vulnerável a picos de demanda.

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Na prática, menos máquinas em funcionamento significam menos poder computacional disputando a validação de transações na rede bitcoin.

Por que mineradores desligam as máquinas no frio?

Em várias regiões dos EUA, mineradores participam de programas de resposta à demanda.

Na prática, funciona assim: em momentos críticos para o sistema elétrico, grandes consumidores — como data centers e mineradores de criptomoedas — reduzem voluntariamente o consumo para evitar apagões em larga escala.

Durante nevascas, o cenário costuma se repetir:

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  • a demanda por energia aumenta com o uso de aquecedores;
  • a oferta pode cair com linhas afetadas por gelo e vento;
  • e os mineradores acabam sendo os primeiros a “desconectar”.

Além de ajudar a equilibrar a rede, a decisão também é racional do ponto de vista econômico: operar quando a energia está escassa tende a ser caro e arriscado.

Isso atrasa o bitcoin?

Sim, de forma temporária. Com a redução da taxa de hash, a rede pode demorar mais para processar blocos.

Em vez da média histórica de 10 minutos por bloco, o intervalo pode subir para algo em torno de 11 ou 12 minutos enquanto o sistema se ajusta.

Mas entra em cena um dos pilares do Bitcoin: o ajuste automático de dificuldade. A cada ciclo, o protocolo recalibra o nível de dificuldade para minerar novos blocos com base no poder computacional disponível.

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Menos máquinas? A dificuldade diminui. O objetivo é sempre o mesmo: manter a rede funcionando da forma mais estável possível.

Então o bitcoin pode parar?

Não. Mesmo com grandes pools reduzindo a atividade, a rede segue operando porque:

  • a mineração é distribuída globalmente;
  • não depende de um único país ou empresa;
  • e o protocolo foi projetado para lidar com choques desse tipo.

Nevascas, ondas de calor e blecautes regionais já ocorreram antes. E, até agora, o bitcoin continuou de pé.

Como o bitcoin é minerado (em termos simples)

A mineração é o processo que:

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  • valida transações de bitcoin;
  • garante a segurança da rede;
  • e coloca novos bitcoins em circulação.

Funciona assim:

  • computadores especializados competem para resolver “problemas” complexos;
  • quem resolve primeiro valida um bloco de transações;
  • o vencedor recebe bitcoins recém-criados mais as taxas pagas pelos usuários;
  • esse processo consome muita energia elétrica, daí a sensibilidade a eventos climáticos extremos.

Para ilustrar: imagine uma rede de pessoas e computadores tentando resolver uma equação simples, como x − 2 = 0. Quem chega primeiro à solução “x = 2” recebe a recompensa pelo trabalho.

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Repórter
Jornalista com pós-graduação em Literatura, Artes e Filosofia. Atua como repórter nos portais de notícias Money Times e Seu Dinheiro, onde também já trabalhou como Analista de SEO.
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