Mercados

Bolsa sobe em semana com foco em eleições e resultados

20 abr 2018, 17:28 - atualizado em 20 abr 2018, 17:28
Marina Silva flertou com declarações mais à direita nos últimos dias (Elza Fiuza/Agência Brasil)

O Ibovespa terminou a semana com alta de 1,44%, aos 85.549 pontos, apesar da queda de 0,32% vista nesta sexta-feira. O mercado segurou os ganhos no período, mesmo com o crescimento das tensões acerca das eleições de 2018 e do início da temporada de resultados.  Nos EUA, o índice Dow Jones encerrou com queda de 0,82%, o S&P 500 em baixa de 1,02% e o Nasdaq 100 terminou em desvalorização de 1,27%.

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As ações da Petrobras (PETR4) terminaram a jornada de hoje com valorização de 0,72%, a R$ 22,36, sob a influência das notícias acerca da venda de uma participação de 60% de sua área de refino. Segundo cálculos do Credit Suisse, este segmento da estatal pode valor em torno de US$ 30 bilhões e, com o modelo proposto, pode atrair parceiros e maximizar valor. A Vale (VALE3) marcou queda de 0,42%, a R$ 47,63.

Os papéis da BRF (BRFS3) encerraram o dia em alta de 4,96%, a R$ 25,37, com a reação de um acordo entre os acionistas Abílio Diniz, Previ, Petros e Tarpon sobre a composição de seu Conselho de Administração. Eles representam 32,8% dos papéis da fabricante de alimentos. Os acionistas decidirão quem será o novo presidente em assembleia no próximo dia 26. Apesar do anúncio sobre a suspensão das importações de frango da União Europeia, os papéis terminaram a semana em alta de 16,5%.

Resultados

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Nesta sexta-feira, o destaque no cenário corporativo ficou com o balanço da Usiminas (USIM5), que caiu 1,83%, a R$ 11,24. A siderúrgica apresentou um lucro líquido de R$157,2 milhões no primeiro trimestre de 2018, revertendo o prejuízo líquido de R$44,9 milhões do quarto trimestre de 2017. O resultado representa um crescimento de 45% na comparação com um ano antes. O BB Investimentos elevou o preço-alvo para os papéis.

Política

No início desta semana, o mercado avaliou as novas projeções da pesquisa Datafolha. Os números ressaltaram a força do nome de Joaquim Barbosa, que ainda não confirmou oficialmente a sua candidatura, e de Marina Silva. Ela é a única com intenções de voto para vencer Jair Bolsonaro no segundo turno. A líder da Rede flertou com declarações mais à direita nos últimos dias.

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Fundador do Money Times | Editor
Fundador do Money Times. Antes, foi repórter de O Financista, Editor e colunista de Exame.com, repórter do Brasil Econômico, Invest News e InfoMoney.
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