Mercados

Ibovespa é impulsionado pelo apetite a risco com a trégua entre EUA e Irã; dólar sobe a R$ 5,11

27 jul 2026, 17:26 - atualizado em 27 jul 2026, 17:28
mercado morning ibovespa wall street
(Imagem: Pixabay)

O Ibovespa (IBOV) subiu com o retorno do apetite a risco diante da trégua entre Estados Unidos e Irã.

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Nesta segunda-feira (27), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,74%, aos 175.334,46 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1122, em alta de 0,62%.

Por aqui, os investidores acompanharam o quarto recuo consecutivo na estimativa para a inflação de 2026 pelos economistas consultados pelo Banco Central (BC) no Relatório Focus. A projeção passou de 5,15% para 5,12%.

Além disso, em pesquisa eleitoral BTG Pactual/Nexus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 44% em um eventual segundo turno. Lula manteve o mesmo porcentual e o senador recuou um ponto porcentual, dos 43% obtidos no último levantamento, divulgado em 13 de julho.

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Na avaliação de Fábio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, o Ibovespa teve um dia positivo, mas ficou para trás em relação a outros mercados por conta da composição do índice, que privilegia ações ligadas a commodites. Hoje, a Petrobras (PETR3;PETR4) recuou cerca de 3%, em linha com o petróleo.

“Agora, o mercado volta as atenções para a decisão do Federal Reserve, os balanços das Magnificent Seven nos EUA e IPCA-15 no Brasil”, afirma.

Além disso, Lemos destaca a alta da MBRF (MBRF3) no índice, devido à decisão dos Estados Unidos de retomar gradualmente as importações de gado do México, o que melhora as perspectivas para a cadeia de proteína bovina.

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de otimismo no Ibovespa, o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com ganho de 1,05%. O Itaú (ITUB4), que detém 8% de participação do IBOV, encerrou com alta de 1,40%, a R$ 42,69.

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Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, avançou 0,60% (R$ 75,69), na contramão do minério de ferro. O contrato mais líquido da commodity, para setembro, teve baixa de 0,27%, a 741 yuans (US$ 109,41) a tonelada em Dalian, na China.

Petrobras (PETR4;PETR3) também perdeu tração com alívio nos preços do petróleo: o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro fechou com recuo de 6,33%, a US$ 85,87 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Em reação, PETR3 caiu 3,15% (R$ 47,55) e PETR4 registrou queda de 2,84% (R$ 42,21).

Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

A ponta positiva do índice foi encabeçada pela MBRF (MBRF3), que avançou 7,08% (R$ 15,89). A ação foi impulsionada pela decisão dos Estados Unidos de iniciar a reabertura da fronteira para importações de gado do México, uma medida vista como positiva para aliviar, ainda que parcialmente, a escassez de animais no mercado americano.

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Já a ponta negativa foi liderada por Prio (PRIO3), que caiu 5,29%, a R$ 55,71, em linha com o recuo do petróleo.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam o primeiro pregão da semana sem direção única com o enfraquecimento das ações de tecnologia e a trégua entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio..

A liquidação das ações de fabricantes de semicondutores pesaram sobre o índice Nasdaq com os investidores à espera de novos balanços corporativos. Amazon, Apple, Meta Platforms e Microsoft divulgam os resultados do segundo trimestre ao longo da semana e o principal foco deve ser os gastos com inteligência artificial (IA).

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,51%, aos 52.209,69 pontos;
  • S&P 500: +0,02%, aos 7.413,26 pontos;
  • Nasdaq: -0,18%, aos 24.932,081 pontos.
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Na Europa, os índices fecharam o pregão em alta com a trégua no Oriente Médio. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com leve alta de 0,02%, aos 644,62 pontos.

Na Ásia, os índices terminaram em alta: o índice Nikkei, do Japão, subiu 0,50% os 64.931,19 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,98%, aos 25.207,18 pontos pontos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

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