Ibovespa é impulsionado pelo apetite a risco com a trégua entre EUA e Irã; dólar sobe a R$ 5,11
O Ibovespa (IBOV) subiu com o retorno do apetite a risco diante da trégua entre Estados Unidos e Irã.
Nesta segunda-feira (27), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,74%, aos 175.334,46 pontos.
Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1122, em alta de 0,62%.
Por aqui, os investidores acompanharam o quarto recuo consecutivo na estimativa para a inflação de 2026 pelos economistas consultados pelo Banco Central (BC) no Relatório Focus. A projeção passou de 5,15% para 5,12%.
Além disso, em pesquisa eleitoral BTG Pactual/Nexus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem 44% em um eventual segundo turno. Lula manteve o mesmo porcentual e o senador recuou um ponto porcentual, dos 43% obtidos no último levantamento, divulgado em 13 de julho.
Na avaliação de Fábio Lemos, sócio da Fatorial Investimentos, o Ibovespa teve um dia positivo, mas ficou para trás em relação a outros mercados por conta da composição do índice, que privilegia ações ligadas a commodites. Hoje, a Petrobras (PETR3;PETR4) recuou cerca de 3%, em linha com o petróleo.
“Agora, o mercado volta as atenções para a decisão do Federal Reserve, os balanços das Magnificent Seven nos EUA e IPCA-15 no Brasil”, afirma.
Além disso, Lemos destaca a alta da MBRF (MBRF3) no índice, devido à decisão dos Estados Unidos de retomar gradualmente as importações de gado do México, o que melhora as perspectivas para a cadeia de proteína bovina.
Altas e quedas do Ibovespa
Em dia de otimismo no Ibovespa, o Índice Financeiro (IFNC) terminou o pregão com ganho de 1,05%. O Itaú (ITUB4), que detém 8% de participação do IBOV, encerrou com alta de 1,40%, a R$ 42,69.
Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, avançou 0,60% (R$ 75,69), na contramão do minério de ferro. O contrato mais líquido da commodity, para setembro, teve baixa de 0,27%, a 741 yuans (US$ 109,41) a tonelada em Dalian, na China.
Petrobras (PETR4;PETR3) também perdeu tração com alívio nos preços do petróleo: o contrato mais líquido do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, para outubro fechou com recuo de 6,33%, a US$ 85,87 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Em reação, PETR3 caiu 3,15% (R$ 47,55) e PETR4 registrou queda de 2,84% (R$ 42,21).
Bancos, Vale e Petrobras correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.
A ponta positiva do índice foi encabeçada pela MBRF (MBRF3), que avançou 7,08% (R$ 15,89). A ação foi impulsionada pela decisão dos Estados Unidos de iniciar a reabertura da fronteira para importações de gado do México, uma medida vista como positiva para aliviar, ainda que parcialmente, a escassez de animais no mercado americano.
Já a ponta negativa foi liderada por Prio (PRIO3), que caiu 5,29%, a R$ 55,71, em linha com o recuo do petróleo.
Exterior
Os índices de Wall Street fecharam o primeiro pregão da semana sem direção única com o enfraquecimento das ações de tecnologia e a trégua entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio..
A liquidação das ações de fabricantes de semicondutores pesaram sobre o índice Nasdaq com os investidores à espera de novos balanços corporativos. Amazon, Apple, Meta Platforms e Microsoft divulgam os resultados do segundo trimestre ao longo da semana e o principal foco deve ser os gastos com inteligência artificial (IA).
Confira o fechamento dos índices:
- Dow Jones: +0,51%, aos 52.209,69 pontos;
- S&P 500: +0,02%, aos 7.413,26 pontos;
- Nasdaq: -0,18%, aos 24.932,081 pontos.
Na Europa, os índices fecharam o pregão em alta com a trégua no Oriente Médio. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com leve alta de 0,02%, aos 644,62 pontos.
Na Ásia, os índices terminaram em alta: o índice Nikkei, do Japão, subiu 0,50% os 64.931,19 pontos e o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,98%, aos 25.207,18 pontos pontos.