Bitcoin (BTC) perde suporte dos US$ 85 mil com petróleo em alta; veja preços das criptomoedas nesta quinta-feira (24)
O bitcoin (BTC) é negociado na casa dos US$ 83 mil na manhã desta quinta-feira (24), após uma queda de mais de 2% nas primeiras horas do dia.
O mercado global de criptomoedas opera no vermelho hoje, com os investidores digerindo o panorama global da macroeconomia mais um dia.
No mercado tradicional, as bolsas asiáticas fecharam sem um único sinal hoje. Na Europa, as bolsas começam o dia também sem uma única direção e os futuros de Nova York caem nesta quinta-feira.
Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:
| # | Cripto | Preço | 24h | 7d | 30d |
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 84.211,01 | -1,80% | 10,04% | -3,77% |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 2.668,76 | -1,69% | 8,63% | -10,05% |
| 3 | Tether (USDT) | US$ 0,9997 | -0,00% | 0,08% | 0,13% |
| 4 | BNB (BNB) | US$ 776,29 | -0,59% | 6,93% | -10,07% |
| 5 | XRP (XRP) | US$ 1,50 | -4,62% | 15,40% | -18,44% |
| 6 | USDC (USDC) | US$ 0,9999 | 0,01% | 0,01% | 0,03% |
| 7 | Solana (SOL) | US$ 114,82 | -1,60% | 14,42% | -7,75% |
| 8 | TRON (TRX) | US$ 0,3398 | -0,52% | 1,69% | 19,57% |
| 9 | Zcash (ZEC) | US$ 1.514,06 | -7,19% | 10,38% | 195,43% |
| 10 | Hyperliquid (HYPE) | US$ 92,41 | -3,20% | 12,64% | 263,41% |
Bitcoin (BTC) reage à alta do petróleo
Nas primeiras horas do dia, os preços do petróleo estendem os ganhos da véspera com pessimismo nas negociações entre EUA e Irã.
Durante o discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, acusou o mandatário dos EUA, Donald Trump, de ter uma “mentalidade de intimidação” e disse que o Irã não se renderá na guerra.
Com isso, os preços do barril do petróleo Brent, utilizado como referência internacional, chegaram a saltar mais de 2%, fazendo a principal commodity energética do mundo avançar para o patamar acima dos US$ 100 mais uma vez.
O movimento reacendeu os temores envolvendo a a inflação persistente, que assola as principais economias do planeta. A S&P Global informou que o crescimento dos custos das empresas acelerou acentuadamente em setembro, atingindo o maior nível desde outubro de 2022.
O aumento dos custos de energia e transporte, prazos mais longos de entrega dos fornecedores e restrições de capacidade contribuíram para a alta dos preços dos insumos.
Isso cria um cenário inflacionário mais complexo para o Federal Reserve. Em vez de as pressões inflacionárias virem principalmente de interrupções temporárias na oferta, uma demanda mais forte e a capacidade limitada estão contribuindo cada vez mais para as pressões sobre os preços ao mesmo tempo.
Assim, os investidores começam a calibrar as expectativas para um cenário de juros persistentes por mais tempo, o que tende a pressionar as cotações dos ativos de risco, como bolsas e criptomoedas.