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Bitcoin (BTC) vai a US$ 83 mil antes de dados da economia norte-americana e fluxos de ETFs; criptomoedas caem nesta quarta-feira (30)

30 set 2026, 9:30
Bitcoin (BTC) escorregando em uma casca de banana (Imagem Copilot)
Bitcoin (BTC) escorregando em uma casca de banana (Imagem Copilot)

O bitcoin (BTC) é negociado na casa dos US$ 83 mil na manhã desta quarta-feira (30), com uma queda da ordem de 0,6% nas últimas 24h.

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O mercado global de criptomoedas opera em queda hoje, com os investidores de olho nos próximos dados da economia dos Estados Unidos.

No mercado tradicional, as bolsas asiáticas fecharam em alta. Na Europa, as bolsas começam o dia sem um único sinal, bem como os futuros de Nova York.

Veja o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:

#Criptomoeda (Ticker)Preço24h7dYTD
1Bitcoin (BTC)US$ 83.793,33-0,59%-2,00%-4,25%
2Ethereum (ETH)US$ 2.694,27-1,27%-1,08%-9,19%
3Tether (USDT)US$ 0,9994-0,02%-0,03%0,10%
4BNB (BNB)US$ 768,490,34%-1,50%-10,98%
5XRP (XRP)US$ 1,51-0,34%-3,48%-17,82%
6USDC (USDC)US$ 0,99990,01%0,00%0,03%
7Solana (SOL)US$ 119,47-0,48%2,15%-4,02%
8TRON (TRX)US$ 0,33981,30%-0,83%19,55%
9Zcash (ZEC)US$ 1.427,59-1,35%-11,85%178,55%
10Hyperliquid (HYPE)US$ 86,41-2,45%-9,37%239,79%

Fonte: Coin Market Cap.

Bitcoin (BTC) e os dados macroeconômicos

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Nesta quarta-feira, os investidores esperam pela publicação do índice de inflação preferido do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos), o PCE, junto com a leitura final do PIB do segundo trimestre.

O consenso da Dow Jones aponta para uma alta de 0,3% no PCE cheio e no núcleo, que exclui itens mais voláteis como alimentos e energia, na base mensal. Em termos anuais, a expectativa é de alta de 3,7% no índice cheio e de 3,3% no núcleo, ainda acima da meta de 2% do Fed.

Os dados ajudarão os investidores a calibrar as expectativas para o futuro dos juros. Vale lembrar que, na última reunião do Fomc (Copom norte-americano), as taxas foram elevadas para a faixa de 3,75% a 4,00% ao ano, a contragosto do presidente Donald Trump.

Para a Binance Research, o bitcoin está dando sinais consistentes de recuperação, mas a confirmação de uma nova tendência de alta ainda depende do cenário macroeconômico americano.

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“Depois de superar US$ 86 mil, o ativo recuou para a faixa entre US$ 83 mil e US$ 84 mil justamente quando a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano voltou a pressionar o ativo”, explicam os analistas.

Por outro lado, apesar dessa pressão, a equipe de análise destaca que a combinação de indicadores técnicos mais favoráveis e a retomada da demanda por ETFs spot reforça a hipótese de uma reversão de tendência.

Do ponto de vista técnico, dois eventos importantes fortaleceram o sentimento positivo. Em setembro, a média móvel de 50 dias cruzou acima da média de 200 dias, formando a chamada “golden cross”, um sinal tradicionalmente associado a ciclos de alta.

O principal risco para a continuidade dessa recuperação continua sendo a política monetária americana. O rendimento do Treasury de 10 anos atingiu 5,17%, o maior nível desde 2007, enquanto aumentaram as expectativas de uma nova elevação dos juros pelo Federal Reserve. Juros mais altos tendem a reduzir a atratividade de ativos de risco, como ações e criptomoedas.

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Por isso, a Binance Research considera o cenário construtivo, mas condicionado à capacidade do bitcoin de sustentar sua demanda mesmo em um ambiente financeiro mais restritivo. Os próximos indicadores de inflação e emprego dos EUA deverão ser decisivos para definir se a recuperação ganha força ou se enfrenta novas correções.

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É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.
É editor-assistente do Money Times, atua na cobertura de criptomoedas, criptoeconomia e tecnologia para o Crypto Times. Formado em jornalismo pela ECA-USP, graduando em Economia na Unifesp. Foi repórter no Seu Dinheiro, Editora Globo e SpaceMoney.

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