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BOVA11 e SMAL11: Os ativos para capturar a mudança do pêndulo político no Brasil

05 out 2026, 10:46
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(Imagem: Freepik/ Montagem: Julia Shikota)

A inflexão do pêndulo político alterou de forma relevante a percepção de risco sobre os ativos brasileiros, sobretudo porque o mercado passou a discutir com mais intensidade a possibilidade de uma mudança na condução da política econômica a partir de 2027.

O principal canal continua sendo o fiscal: se essa mudança de percepção vier acompanhada de maior credibilidade na trajetória das contas públicas, o efeito tende a aparecer primeiro nos juros longos, depois no câmbio e, por fim, no custo de capital das empresas.

Esse movimento é particularmente importante para a Bolsa brasileira, que ainda carrega um prêmio elevado frente a outros mercados e pode se beneficiar de uma compressão desse desconto caso a melhora de expectativas seja confirmada por propostas concretas de estabilização da dívida e maior previsibilidade fiscal.

Nesse cenário, a eventual continuidade da reprecificação tende a favorecer tanto as grandes companhias do Ibovespa quanto os segmentos mais sensíveis ao ciclo doméstico, especialmente aqueles mais dependentes de crédito, atividade e queda da taxa de desconto.

A sustentação desse movimento, contudo, exigirá confirmação ao longo do segundo turno e, posteriormente, maior clareza sobre a agenda econômica e sua capacidade de execução.

Ainda assim, diante da combinação entre prêmio de risco elevado, possibilidade de fechamento da curva de juros e potencial de melhora do ambiente doméstico, mantemos uma visão construtiva para a Bolsa brasileira, com BOVA11 como veículo mais amplo para capturar essa reprecificação e SMAL11 como alternativa de maior sensibilidade a uma eventual melhora mais pronunciada dos juros e da atividade local.

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Economista e especialista em investimentos da Empiricus
Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia pela PUC. Pós-graduado no Programa Avançado em Finanças do Insper, trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimentos da América Latina, além de ter feito parte de uma boutique voltada para fusões e aquisições, na área de modelagem financeira e pesquisa. Hoje faz parte no time de analistas da Empiricus. É analista CNPI e especialista em investimentos CEA.
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Estudou finanças na University of Regina, no Canadá, tendo concluído lá parte de sua graduação em economia pela PUC. Pós-graduado no Programa Avançado em Finanças do Insper, trabalhou em duas das maiores casas de análise de investimentos da América Latina, além de ter feito parte de uma boutique voltada para fusões e aquisições, na área de modelagem financeira e pesquisa. Hoje faz parte no time de analistas da Empiricus. É analista CNPI e especialista em investimentos CEA.
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