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Brasil desbanca Índia e vira país com maior adoção de criptomoedas, segundo Chainalysis

23 set 2026, 16:00
Bitcoin (BTC) e a volta das criptomoedas (Imagem Copilot)
(Imagem Copilot)

Este ano não tem sido exatamente como os especialistas em criptomoedas imaginavam. A expectativa que o bitcoin (BTC) alcançasse os US$ 100 mil ainda em 2026 acabou ficando para trás, visto que a moeda digital opera na casa dos US$ 84 mil. Apesar da desaceleração, o volume negociado do BTC registrou US$ 9,4 trilhões nos 12 meses encerrados em 30 de junho de 2026 — e o Brasil foi protagonista nessas movimentações.

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À frente dos Estados Unidos, Nigéria e Japão, o Brasil passou a liderar a categoria adoção de criptomoedas em 2026 no ranking Global Crypto Adoption Index, elaborado pela Chainalysis.

Entre julho de 2025 e junho de 2026, o país gerou, com a economia cripto, cerca de US$ 252,5 bilhões.

Além disso, o país esteve nas primeiras posições de todas as outras categorias:

  • 2º em fluxos internacionais
  • 3º em fluxos totais para serviços cripto
  • 3º em transações peer-to-peer dentro do país
  • 4º em saldos mantidos on-chain

Como consequência das colocações, o Brasil foi o primeiro lugar geral do ranking.

Como o Brasil desbancou outros países

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Os Estados Unidos ficaram com a segunda posição no ranking, seguido por Nigéria, Japão e Coreia do Sul. No último levantamento, a Índia liderava o ranking, neste ano, o país caiu para sexta posição.

PaísPosição no índice geralPosição em fluxos totaisPosição em saldos on-chainPosição na economia P2PPosição em fluxos internacionais
Brasil13432
Estados Unidos2112011
Nigéria3181811
Japão447104
Coreia do Sul5521212
Índia6231616
Ucrânia78866
Tailândia825658
África do Sul9331643
Canadá1015977

As diferenças drásticas de posição estão relacionadas a nova metodologia do índice. A partir deste ano, a Chainalysis passou a se basear em quatro pilares principais:

  1. Fluxos direcionados a serviços de criptomoedas
  2. Transações domésticas peer-to-peer
  3. Transferências internacionais
  4. Volume de ativos mantidos on-chain

Além disso, os dados são ajustados para refletir o nível de adoção em relação ao porte da economia de cada país. Para a Chainalysis, o resultado do Brasil indica que há, de fato, uma adoção dos ativos — o que vem sendo observado nos últimos anos.

Segundo dados anteriores da Chainalysis, o país concentrou cerca de US$ 318 bilhões em valor on-chain entre julho de 2024 e junho de 2025, mantendo-se como o maior mercado de criptomoedas da América Latina e representando aproximadamente um terço do volume registrado na região.

A popularização de stablecoins no país

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Segundo a Chainalysis, o valor de mercado global do setor de criptomoedas caiu cerca de 50% (cerca de US$ 2,1 trilhões). Apesar disso, a atividade on-chain recuou apenas 1,6%, de US$ 9,5 trilhões para US$ 9,4 trilhões.

Esse “equilíbrio” se deu graças à diversificação dos usos das criptomoedas, especialmente das stablecoins, as criptomoedas com lastro em ativos do mundo real, segundo a empresa.

As transferências internacionais com esses ativos cresceram 77,5% no período, enquanto a América Latina avançou 9,8%, impulsionada pela busca por alternativas às moedas locais e pelo uso crescente de ativos digitais.

No Brasil, a popularização das stablecoins, o avanço das fintechs e a dimensão do mercado ajudam a explicar o resultado. O relatório também aponta crescimento das operações de menor valor e forte expansão das transferências peer-to-peer (pessoa a pessoa).

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*Sob supervisão de Renan Sousa

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.

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