Brasil deve aproveitar cota de carne bovina dos EUA, que mitiga taxa da China, diz Abrafrigo
A ampliação temporária de uma cota dos Estados Unidos para a importação de carne bovina magra deverá beneficiar as exportações brasileiras, o que ajuda a mitigar o efeito de tarifas chinesas que afetam, atualmente, os embarques do maior exportador global, afirmou nesta quinta-feira (27) a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).
Na véspera, a Casa Branca anunciou decisão do governo do presidente Donald Trump de ampliar temporariamente em 300 mil toneladas a cota para importação de carne bovina magra, incluindo aparas (“trimmings”) destinadas principalmente à produção de carne moída, pelos Estados Unidos, com tarifa reduzida, durante os próximos 90 dias.
A medida começa a vigorar em 1º de setembro e será distribuída em três parcelas mensais de 100 mil toneladas.
“Ela poderá contribuir para mitigar os efeitos do esgotamento da cota de exportação para a China, abrindo uma alternativa adicional para a carne bovina brasileira no mercado norte-americano justamente em um período de maior pressão sobre o comércio internacional”, afirmou o presidente-executivo da Abrafrigo, Paulo Mustefaga.
A associação disse que a medida, ainda que temporária, poderá melhorar as condições de competitividade da carne brasileira nos Estados Unidos, o segundo importador da carne brasileira, após a China.