Brasil recebe habilitação de frigoríficos do Vietnã e da Coreia do Sul para exportação de carnes
O Brasil avançou na abertura e na ampliação de mercados para proteínas animais na Ásia. O Vietnã habilitou mais dois frigoríficos brasileiros para exportação de carne bovina, enquanto a Coreia do Sul autorizou outras cinco plantas a embarcarem carne de aves para o país, informou nesta terça-feira (10) o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luis Rua, ao Broadcast Agro.
No caso do Vietnã, as novas autorizações elevam para 12 o número de plantas brasileiras aptas a exportar carne bovina com osso e desossada ao mercado asiático. Segundo Rua, a decisão foi tomada após a conclusão do processo de avaliação técnica conduzido pelas autoridades sanitárias vietnamitas.
“O Vietnã é um dos principais importadores mundiais de carne bovina. Após a histórica abertura do mercado no ano passado, serão duas novas plantas que se somam às dez atuais habilitadas”, afirmou o secretário.
Os estabelecimentos tiveram seus dossiês técnicos aprovados pelo governo vietnamita, comprovando o atendimento às exigências sanitárias e de segurança alimentar do país.
A abertura do mercado vietnamita para a carne bovina brasileira foi formalizada em 2025. De janeiro a abril deste ano, o Brasil exportou 4,84 mil toneladas da proteína para o país, gerando receita de US$ 23,9 milhões, segundo dados do Agrostat.
Coreia do Sul amplia compras de carne de frango
Além do avanço na carne bovina, o Brasil também obteve sinal verde da Coreia do Sul para mais cinco frigoríficos exportarem carne de aves.
Recentemente, os sul-coreanos anunciaram uma cota de importação de 30 mil toneladas de carne de frango brasileira com isenção tarifária. No acumulado de 2026, as exportações do produto para o país somam 66,6 mil toneladas, com receita de US$ 146 milhões.
Com as novas habilitações concedidas por Vietnã e Coreia do Sul, o Brasil acumula dez novos estabelecimentos aprovados para exportação até junho deste ano.
Segundo Rua, os resultados refletem o trabalho de aproximação comercial realizado pelo governo brasileiro com importantes parceiros asiáticos.
As negociações para ampliar mercados internacionais ganharam ainda mais relevância desde o aumento das barreiras comerciais adotadas pelos Estados Unidos em 2025 e diante das medidas de salvaguarda aplicadas pela China às importações de carne bovina neste ano. Essas restrições têm levado o Brasil a acelerar a diversificação de destinos para seus produtos agropecuários.
*Com informações do Broadcast