Investidores brasileiros têm quase R$ 320 milhões ‘esquecidos’ em criptomoedas
Mais de 700 mil brasileiros têm quase R$ 320 milhões em criptomoedas de certo modo “esquecidas”. A informação consta de um levantamento da corretora Mercado Bitcoin (MB).
Guardadas em contas inativas há pelo menos um ano, essas criptomoedas renderam mais de R$ 30 milhões graças à valorização dos ativso nesse período.
Para os investidores que mantinham apenas bitcoin (BTC), os resultados são ainda mais expressivos. Dados do MB apontam que, dos 318 mil clientes inativos com BTC, 91% registraram valorização patrimonial, acumulando R$ 68 milhões em ganhos líquidos.
Na prática, isso significa que nove em cada dez investidores que compraram o bitcoin tiveram retorno positivo.
Entre os investidores que mantiveram o bitcoin parado por mais de cinco anos, a valorização média do patrimônio chegou a cerca de 50%. Já aqueles que permaneceram com a criptomoeda entre um e dois anos, teve um ganho de aproximadamente 9%.
Segundo Fabrício Tota, vice-presidente de negócios cripto do MB, o levantamento mostra o oposto daquilo a que o investidor brasileiro foi historicamente condicionado: olhar para os ganhos imediatos.
Por trás da valorização
O levantamento foi realizado em um momento em que o setor de criptomoedas ganha mais maturidade e credibilidade, tanto no Brasil quanto no exterior.
Segundo a Mercado Bitcoin (MB), esse movimento foi impulsionado pela entrada de grandes instituições financeiras, pela aprovação de ETFs de bitcoin nos Estados Unidos, pelo avanço da regulação brasileira e pela maior adoção desses ativos por empresas e investidores institucionais ao redor do mundo.
De acordo com Fabrício Tota, o acúmulo patrimonial se dá por muitos investidores terem entrado no mercado durante esse período, mas logo deixado de acompanhar seus investimentos pelas oscilações de preço e instabilidade do ativo.
Ainda assim, em suas palavras, “esses brasileiros podem descobrir que participaram, sem perceber, de um dos movimentos de valorização patrimonial mais relevantes da última década”.
O especialista destaca também que o tempo de exposição do investidor ao mercado pode ser um dos principais fatores na construção de patrimônio dentro da economia digital, mesmo sem movimentação de conta.
*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.