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Braskem (BRKM5) chega a derreter mais de 7% após notícia sobre recuperação extrajudicial; entenda

03 jun 2026, 11:44 - atualizado em 03 jun 2026, 11:44
braskem brkm5
(Imagem: Braskem)

A Braskem (BRKM5), na primeira hora do pregão desta quarta-feira, chegou a tombar 7,59% (R$ 9,25) com a notícia da Bloomberg de que a companhia busca apoio dos credores para iniciar um processo de recuperação extrajudicial (RE) anTes do pagamento de dívidas previsto para julho.

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Com isso, a companhia liderou no começo do pregão a ponta negativa do Ibovespa (IBOV), que opera em baixa diante da cautela no exterior pela escalada no conflito no Oriente Médio e a nova rodada de tarifas dos Estados Unidos a produtos do Brasil.

De acordo com a Bloomberg, a Braskem avalia o pedido de recuperação extrajudicial para assim que tiver o apoio de detentores de um terço da dívida. Contudo, ainda não está descartada a possibilidade de proteção judicial por meio de medida cautelar.

Anteriormente, a petroquímica já havia considerado a medida cautelar em meio à pressão financeira.

Por volta das 11h09 (horário de Brasília), a BRKM5 recuava 2,30%, a R$ 9,78. No mesmo horário, o Ibovespa caía 1,64%, aos 171.347,75 pontos.

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Qual é o cenário da Braskem?

No primeiro trimestre de 2026, a Braskem registrou um lucro líquido de R$ 1,446, uma alta de 107% em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com balanço divulgado em meados de maio.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente alcançou R$ 1,0 bilhão no primeiro trimestre, uma queda de 24% frente ao ano anterior, enquanto a receita líquida caiu 20%, somando R$ 15,488 bilhões.

Nos últimos anos, a Braskem foi impactada com um cenário global desfavorável ao setor petroquímico, marcado por margens mais apertadas e menor demanda em mercados estratégicos. A situação da companhia também foi agravada por questões como os desdobramentos do desastre ambiental em Maceió.

Além disso, a Novonor, antiga Odebrecht, tenta vender a fatia que detém da companhia.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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