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Braskem (BRKM5): Melhora nos spreads deve favorecer resultado, diz BB Investimentos

31 jul 2026, 15:56 - atualizado em 31 jul 2026, 16:01
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(Imagem: Instagram/Braskem)

A Braskem (BRKM5) deve apresentar melhora de rentabilidade no segundo trimestre de 2026, considerando a base trimestral, impulsionada pela recuperação dos spreads petroquímicos, mas os desafios estruturais do setor ainda limitam uma retomada mais consistente, disse o BB Investimentos.

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Mais cedo, a empresa informou que teve queda de vendas de principais químicos (5%), resinas (8%) e de polietileno verde (19%) no Brasil, enquanto na Europa e Estados Unidos houve recuo 1% e no México, queda 20%. Porém, os spreads petroquímicos, ou a diferença entre o preço do produto final da Braskem e o custo da matéria-prima, dispararam 69% em resinas e 67% em principais químicos no Brasil, ao passo que nos EUA e Europa houve crescimento de 24% e no México, 98%.

Para o analista Daniel Cobucci, os dados operacionais do 2T26 mostram volumes pressionados e baixa utilização das plantas, refletindo a demanda ainda fraca. Por outro lado, a alta dos spreads de resinas e químicos, em um cenário de maior volatilidade internacional após os conflitos no Oriente Médio, deve trazer impacto positivo para os resultados.

Segundo o banco, o trimestre marca uma recuperação diferente da observada no início do ano: enquanto o 1T26 teve melhora baseada em maior utilização das unidades, o 2T26 deve ter como principal vetor a expansão de margens.

Mudanças estruturais

O BB Investimentos destaca que a recuperação ainda depende de mudanças estruturais, como melhora no equilíbrio entre oferta e demanda global, maior competitividade de custos e redução das pressões sobre a operação mexicana.

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No Brasil, a taxa de utilização subiu 1 ponto percentual no trimestre, para 70%, mas as vendas de resinas recuaram 2% na comparação trimestral e 8% em um ano, pressionadas pelas importações. Em contrapartida, os spreads de resinas cresceram 82% e os de principais químicos avançaram 98%.

Nos Estados Unidos e Europa, a utilização caiu para 76%, afetada por paradas programadas, mas os volumes vendidos ficaram estáveis. Já no México, a operação continuou como principal ponto de pressão, com a taxa de utilização recuando para 43% e as vendas caindo 11%.

O BB Investimentos também avalia como positivos os avanços recentes em governança, com o acordo de acionistas entre Petrobras (PETR3;PETR4) e IG4, além do processo de mediação com credores. No entanto, ressalta que a elevada alavancagem e as incertezas sobre a reestruturação financeira continuam pesando sobre a tese de investimento.

O banco manteve recomendação Neutra para as ações da Braskem, considerando que a relação risco-retorno permanece desfavorável.

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Os papéis da companhia acumulam queda de 34% nos últimos 12 meses, enquanto o Ibovespa avança 32% no período. Nesta sexta-feira (31), as ações recuavam pouco 0,5%.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.

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