Mercados

Ibovespa destoa do exterior e sobe com Petrobras (PETR4) e à espera do Copom; dólar sobe a R$ 5,15

15 set 2026, 17:26 - atualizado em 15 set 2026, 17:33
Petrobras alta PETR3 PETR4 Petrobras (PETR4) morning mercado ibovespa wall street
((Imagem: iStock/MF3d)

O Ibovespa (IBOV) encerrou o pregão em alta com ajuda das ações ligadas a commodities, principalmente o petróleo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nesta terça-feira (15), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações em alta de 0,54%, aos 186.502,64 pontos.

Já o dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1551, em alta de 0,14%.

Por aqui, os investidores acompanharam o julgamento que pode resultar na investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes quanto ao seu envolvimento no caso Master. Mais cedo, os ministros Dias Toffoli e Kássio Nunes Marques se declararam impedidos para participar da decisão sobre Moraes.

O mercado acompanhou também nova pesquisa eleitoral CNT/MDA, indicando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,3% das intenções e votos e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com 40% em um eventual segundo turno.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os investidores também aguardam as decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, nesta quarta-feira (16). Por lá, a expectativa é de alta de 25 pontos-base, enquanto, por aqui, o cenário é de corte na mesma magnitude.

Na avaliação do especialista em investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, Marcos Bassani, o mercado esta no modo “esperar para ver” antes da Super Quarta.

“O mercado está tenso, uma vez que o STF julga um caso envolvendo o ministro Moraes e o banqueiro Vorcaro, o que gera incerteza política, pressiona o dólar e traz maior volatilidade para os ativos. Ter o Supremo com foco de eventuais corrupções pode abrir margem para o risco-Brasil”, afirma.

Além disso, Bassani considera que a Petrobras foi um dos grandes destaques do pregão, impulsionada pela valorização do Brent, contribuindo para a alta do Ibovespa nesta terça-feira.

Altas e quedas do Ibovespa

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ponta positiva do Ibovespa foi liderada pelas ações da Petrobras (PETR4;PETR3), que seguiram a cotação do Brent no mercado internacional e atingiram um novo pico em valor de mercado. PETR3 saltou 3,63% (R$ 56,23) e PETR4 avançou 3,09% (R$ 50,43).

O setor de bancos operou estável: o Índice Financeiro (IFNC) fechou a 19.539,20 pontos (0,0%).

Por outro lado, a Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, cedeu 1,17% (R$ 74,60).

Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e bancos correspondem a 50% da carteira teórica do Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já a ponta negativa do Ibovespa foi liderada pela Azzas 2154 (AZZA3), com baixa de 2,98%, a R$ 15,30, diante do avanço da curva de juros.

Exterior

Os índices de Wall Street fecharam em baixa nesta terça-feira (15), novamente com a junção de dois fatores que têm pesado sobre os mercados norte-americanos: a alta do petróleo e dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, os Treasuries. Na sessão de hoje, o Treasury de 10 anos atingiu a máxima desde 2007.

Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: -0,63%, aos 52.092,57 pontos;
  • S&P 500: -0,45%, aos 7.585,73 pontos;
  • Nasdaq: -0,78%, aos 26.981,571 pontos.

Na Europa, os mercados fecharam no terreno negativo. O índice pan-europeu Stoxx 600 cedeu 0,28%, aos 634,18 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na Ásia, os índices terminaram sem direção única: o índice Nikkei, do Japão, caiu 0,01%, aos 63.484,10 pontos, e o índice Hang Seng, de Hong Kong, recuou 1%, aos 24.667,24 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar