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Braskem (BRKM5) salta mais de 11% com anúncio de OPA

11 jun 2026, 11:48 - atualizado em 11 jun 2026, 11:48
(Imagem: Braskem)

As ações da Braskem (BRKM5) disparam nesta quinta-feira (11) após o Fundo de Investimento Shine I (FIP), que passou a integrar o bloco de controle da petroquímica na semana passada, protocolar um pedido de oferta pública de aquisição de ações (OPA).

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Por volta de 11h20 (horário de Brasília), BRKM5 subia 5,50%, a R$ 9,79, na liderança da ponta positiva do Ibovespa (IBOV). Na máxima intradia, os papéis chegaram a subir 11,10% (R$ 10,31).



Segundo fato relevante divulgado pela manhã, a OPA terá como objeto a aquisição de 100% das ações ordinárias e preferenciais da Braskem.

A proposta do fundo Shine prevê que os acionistas que aderirem à oferta recebam a mesma contrapartida utilizada na compra do controle da companhia junto à Novonor: uma estrutura baseada em debêntures (títulos de dívida) emitidas pela própria NSP Investimentos.

Apesar do protocolo do pedido, a oferta ainda não foi lançada. O início depende da aprovação da CVM e da B3. Após a obtenção dos registros necessários será divulgado o edital definitivo com todas as condições.

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Sob a nova estrutura de controle, a IG4, por meio do fundo Shine, detém 50,1% das ações com direito a voto da petroquímica, enquanto a Petrobras tem 47%.

Na última segunda-feira (8), a petroquímica anunciou a eleição de Helcio Tokeshi para o cargo de diretor-presidente (CEO), em substituição a Roberto Prisco Paraiso Ramos. Tokeshi é um dos sócios da IG4.

Além dele, a Braskem elegeu Carlos Augusto Machado Pereira de Almeida Brandão, ex-presidente da Iguá Saneamento, como novo diretor financeiro (CFO) e de relações com investidores (RI).

Já a atual presidente da Petrobras, Magda Chambriard, foi eleita para presidir o conselho de administração.

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Citi corta preço-alvo de BRKM5

Também nesta quinta-feira, o Citi cortou o preço-alvo de BRKM5 de R$ 14,00 para R$ 11,50 no fim de 2026, o que ainda implica em um potencial de valorização de 24% sobre o preço de fechamento anterior.

A recomendação neutra/alto risco foi mantida.

Para os analistas, as tensões geopolíticas no Oriente Médio continuam sendo uma fonte de incerteza, mas o impacto imediato do conflito sobre os preços tem sido ofuscado pelos fundamentos fracos do mercado.

“Após um período de alta impulsionada por restrições de oferta em março e abril, o mercado agora enfrenta uma correção motivada pela demanda fraca e pelo aumento da disponibilidade de produtos”, diz o relatório.

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Por outro lado, o Citi considera que uma potencial negociação com credores e um plano de reestruturação pode ser favorável aos acionistas. Isso porque, um estudo elaborado pelo banco considera uma provável carência para pagamentos de dívida e juros até o fim de 2027, além de um desconto (“haircut“) sobre a dívida bruta variando entre 5% e 25%.

“Considerando essas premissas — e assumindo que não haverá conversão de dívida em ações — acreditamos que o provável plano de reestruturação pode ser positivo para os acionistas”, afirmaram os analistas. “Sob essas condições, a companhia teria condições de reduzir sua alavancagem no curto prazo”, acrescentaram.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
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