Empresas

Braskem (BRKM5): Spreads caem até 43% no trimestre após alta ligada à guerra; veja números do 3T26

29 out 2026, 19:28
braskem brkm5
(Imagem: Braskem)

A Braskem (BRKM5) registrou queda nos spreads petroquímicos no terceiro trimestre de 2026 (3T26), após a disparada dos indicadores no trimestre anterior em meio aos efeitos do conflito no Oriente Médio sobre o mercado internacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A normalização dos preços das matérias-primas e dos produtos petroquímicos, somada à demanda global mais moderada, pressionou as margens do setor entre julho e setembro.

Os dados constam do relatório de produção e vendas divulgado pela companhia nesta quinta-feira (29).

No Brasil, o spread de resinas recuou 43% em relação ao segundo trimestre, para US$ 372 por tonelada. Já o spread dos principais produtos químicos caiu 13% na mesma comparação, para US$ 539 por tonelada.

Apesar da queda trimestral, os indicadores permaneceram acima dos níveis registrados um ano antes. O spread de resinas avançou 5% na comparação com o terceiro trimestre de 2025, enquanto o dos principais produtos químicos subiu 50%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a Braskem, a expectativa de resolução do conflito no Oriente Médio contribuiu para a redução dos preços das principais matérias-primas petroquímicas.

Com isso, os spreads internacionais retornaram a patamares mais próximos dos observados antes do início das tensões geopolíticas, depois da alta registrada no trimestre anterior.

Vendas de resinas crescem no Brasil

Na contramão da queda dos spreads, a Braskem ampliou as vendas de resinas no mercado brasileiro. O volume comercializado somou 854 mil toneladas no terceiro trimestre, alta de 12% ante o 2T26 e de 9% na comparação anual.

A companhia atribuiu o resultado à estratégia comercial voltada à ampliação da participação de mercado em segmentos prioritários no país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As exportações de resinas também avançaram, alcançando 240 mil toneladas. O volume representa crescimento de 37% em relação ao trimestre anterior e de 5% na comparação com o mesmo período de 2025, impulsionado pela maior disponibilidade de produtos para exportação.

Por outro lado, as vendas dos principais produtos químicos no mercado brasileiro caíram 4% na comparação trimestral, para 574 mil toneladas. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o recuo foi de 18%.

O desempenho foi afetado principalmente pelos menores volumes comercializados de gasolina e paraxileno. No caso da gasolina, a empresa priorizou vendas de produtos com maior valor agregado. Já o paraxileno sofreu com a menor disponibilidade para comercialização.

Operações nos EUA e na Europa

Nas operações de polipropileno (PP) nos Estados Unidos e na Europa, a taxa média de utilização das plantas ficou em 74% no terceiro trimestre, queda de dois pontos percentuais em relação ao trimestre anterior e de cinco pontos na comparação anual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Braskem atribuiu a redução principalmente ao menor volume de produção na Europa, onde um evento climático afetou a cadeia logística e restringiu a disponibilidade de propeno.

As vendas do segmento totalizaram 489 mil toneladas, recuo de 2% ante o 2T26 e de 1% em relação ao 3T25.

O spread médio de PP nos Estados Unidos e na Europa caiu 14% na comparação trimestral, para US$ 402 por tonelada. Na comparação anual, porém, houve alta de 11%.

Na Europa, o spread de PP recuou 88% ante o segundo trimestre, para apenas US$ 18 por tonelada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia atribuiu o desempenho à menor demanda dos setores de construção, automotivo e embalagens, além da redução da atividade industrial durante as férias de verão na região.

Nos Estados Unidos, o spread de PP caiu 7% na comparação trimestral, para US$ 551 por tonelada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
Linkedin

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar