Radar do mercado

Brava Energia (BRAV3), Oncoclínicas (ONCO3), Copel (CPLE3) e outros destaques desta quinta (16)

16 jul 2026, 9:47 - atualizado em 16 jul 2026, 9:48
Brava Energia
(Imagem: REUTERS/Vasily Fedosenko)

O avanço na oferta pública de aquisição de ações (OPA) da Brava Energia (BRAV3), o recebimento de oferta não vinculante da IG4 Capital pela Oncoclínicas (ONCO3) e a elevação da meta de alavancagem da Copel (CPLE3) são alguns dos destaques corporativos desta quinta-feira (16).

Confira o radar do mercado

Brava Energia (BRAV3): CVM aceita recurso da Ecopetrol e destrava OPA

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A Brava Energia (BRAV3) informou ao mercado, na quarta-feira (15), que o Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) decidiu favoravelmente ao recurso da Ecopetrol em relação à OPA (oferta pública de aquisição de ações) de controle da companhia.

Em junho, a OPA foi suspensa temporariamente após decisão da autarquia determinar a necessidade de ajustes no edital da operação. A Ecopetrol discordou e já à época anunciou que entraria com recurso. Os ajustes estariam ligados à diferença de preços propostos aos controladores e acionistas minoritários.

Com a decisão anunciada, a CVM tornou sem efeito a suspensão anteriormente determinada para a OPA e estabeleceu que a Ecopetrol divulgue uma aditamento ao instrumento da oferta contemplando as exigências remanescentes da área técnica da CVM, bem como indique nova data para a realização do leilão.

Oncoclínicas (ONCO3) recebe oferta não vinculante da IG4 para potencial transação de R$ 500 milhões

A Oncoclínicas (ONCO3) recebeu uma oferta não vinculante da IG4 Capital, gestora especializada em empresas com dificuldades, para uma potencial transação de R$ 500 milhões, envolvendo a subscrição de debêntures conversíveis e a criação de um direito de usufruto sobre ações da empresa, mostra comunicado enviado ao mercado na noite de quarta-feira (15).

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Na prática, a gestora, que está no radar do mercado com presença em casos como Raízen (RAIZ4) e Braskem (BRKM5), compraria debêntures emitidas pela Oncoclínicas, injetando R$ 500 milhões na companhia. Como essas debêntures seriam conversíveis, elas poderiam ser transformadas em ações futuramente, caso as condições previstas sejam cumpridas.

A Oncoclínicas esclarece que o recebimento da oferta não vinculante indicativa não implica em qualquer aceitação, compromisso ou obrigação e que não há qualquer definição acerca de eventual operação com a IG4 Capital ou com qualquer outro interessado.

Copel (CPLE3) eleva meta de alavancagem e mantém política de distribuir ao menos 75% do lucro

A Copel (CPLE3) anunciou na noite de quarta-feira (15) uma atualização dos parâmetros que orientam sua estrutura ótima de capital e sua política de dividendos.

A companhia elevou a meta de alavancagem financeira e ampliou o prazo para convergência ao nível considerado ideal, mantendo, contudo, o compromisso de distribuir ao menos 75% do lucro líquido aos acionistas.

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Segundo fato relevante, o conselho de administração aprovou o aumento da alavancagem financeira de referência, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, de 2,8 vezes para 2,9 vezes.

A faixa de tolerância também foi ajustada, passando de um intervalo entre 2,5x e 3,1x para uma banda entre 2,6x e 3,2x. Além disso, o prazo para que a companhia retorne ao centro da faixa foi ampliado de 24 para 48 meses.

Light (LIGT3) homologa aumento de capital de R$ 1,5 bilhão e pede fim da recuperação judicial

A Light (LIGT3) informou na quarta-feira (15) que homologou o aumento de capital de R$ 1,5 bilhão previsto em seu plano de recuperação judicial e protocolou o pedido de encerramento do processo de recuperação na Justiça do Rio de Janeiro, após afirmar que cumpriu as principais obrigações previstas no plano.

Segundo fato relevante, o conselho de administração aprovou a capitalização no valor de R$ 1,5 bilhão, acima da subscrição mínima exigida de R$ 1 bilhão. Foram emitidas 238.473.768 novas ações ordinárias ao preço de R$ 6,29 por papel. Com a operação, o capital social da companhia passou para R$ 6,97 bilhões, dividido em 611.029.092 ações ordinárias.

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Além das ações, os investidores que participaram da oferta receberam dois bônus de subscrição para cada ação adquirida. Cada bônus dá direito à compra de uma ação da companhia por R$ 0,01. O período para exercício desses bônus vai de 16 de julho a 14 de agosto de 2026. As ações emitidas por meio do exercício dos bônus também estarão sujeitas a um cronograma de lock-up, com liberação gradual até janeiro de 2029.

Movida (MOVI3) tem maior lucro trimestral em quatro anos no 2T26

A Movida (MOVI3) registrou lucro líquido de R$ 135,6 milhões no período de abril a junho, o maior verificado pela companhia em um único trimestre em quatro anos e bem acima dos R$ 68 milhões registrados um ano antes, conforme prévia de resultados divulgada pela empresa nesta quinta-feira (16).

O resultado também superou o teto do guidance da empresa de aluguel de veículos, gestão de frotas e venda de seminovos, de R$ 110 milhões a R$ 130 milhões.

A prévia também mostrou que a receita bruta total alcançou R$ 4 bilhões no segundo trimestre, aumento de 3,2% ano a ano, com a empresa destacando o recorde de R$ 2,6 bilhões da receita bruta de locação, que representou uma elevação de 21% em relação aos mesmos meses de 2025.

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O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 22%, para R$ 1,7 bilhão.

“A estratégia da companhia segue orientada à forte demanda do RAC (aluguel de veículos), resultando na venda de 19,4 mil carros no segundo trimestre de 2026, com margem Ebitda de seminovos estável em 1%”, acrescentou no fato relevante.

Vittia (VITT3) aprova financiamento de R$ 153 milhões da Finep

A empresa de biotecnologia e insumos agrícolas Vittia (VITT3) anunciou que seu conselho de administração aprovou financiamento de R$ 153 milhões pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), segundo comunicado ao mercado de quarta-feira (15).

Os recursos vão financiar 90% de um projeto de inovação que “envolve diversas iniciativas de pesquisa de novas tecnologias biológicas e tem prazo de execução de 48 meses”, afirmou a Vittia sem dar detalhes.

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O prazo do financiamento é de 16 anos, corrigido por TR +3,2%.

*Com informações da Reuters

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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