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BTG aponta virada para teses de etanol e vê petróleo como principal driver do setor

25 mar 2026, 11:17 - atualizado em 25 mar 2026, 11:31
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(Imagem: Reprodução)

O BTG Pactual avalia que o setor de sucroenergia entrou em um ponto de inflexão, com o petróleo assumindo o papel de principal driver para as ações de açúcar e etanol.

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Segundo relatório divulgado nesta quarta-feira (25), a recente alta do petróleo mudou de forma relevante a dinâmica do setor, que até poucas semanas atrás vinha pressionado pela queda nos preços do açúcar e pelos temores de um possível excesso de oferta de etanol na safra 2026/2027.

Desde então, no entanto, o movimento foi de recuperação expressiva das ações.

Papéis como São Martinho (SMTO3) e Jalles (JALL3) acumulam fortes ganhos no ano, de 31% e 22%, respectivamente, enquanto a Adecoagro, listada na NYSE e que sobe 76% em 2026, se destaca com valorização ainda mais intensa, beneficiada também por sua maior exposição aos mercados de fertilizantes após a aquisição da Profertil. O BTG recomenda compra para as três ações.

Para o banco, mesmo após a alta recente, ainda há espaço para valorização adicional — especialmente se os preços do petróleo permanecerem elevados.

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A leitura é de que o setor passou a responder mais diretamente às variações do Brent, reforçando a tese de energia dentro da sucroenergia.

O BTG trabalha com três premissas principais. A primeira é que os preços da gasolina no Brasil devem convergir para a paridade de importação, diante da dependência estrutural do país por combustíveis importados.

A segunda é que o etanol hidratado deve manter competitividade nas bombas, sendo comercializado, em média, a 65% do preço da gasolina ao longo da safra 2026/27.

Por fim, o banco projeta que os preços do açúcar devem operar com prêmio de cerca de 20% sobre o etanol, em linha com médias históricas e refletindo o risco de uma oferta mais apertada do adoçante.

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Nesse contexto, a valorização do petróleo tende a melhorar a competitividade do etanol frente à gasolina, impulsionando margens, lucros e geração de caixa das companhias do setor.

A conclusão do banco é que a sucroenergia deixou de ser apenas uma tese agrícola e passou a se comportar, cada vez mais, como uma tese atrelada ao mercado global de energia.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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