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BTG (BPAC11): Lucro avança mais 23% e chega a R$ 5,1 bilhões no 2T26

11 ago 2026, 6:11 - atualizado em 11 ago 2026, 7:10
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O ROE, que mede o retorno sobre o patrimônio líquido, ficou em 26,7%, queda de 0,5 ponto percentual.

O BTG Pactual (BPAC11) encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 5,1 bilhões, alta de 23% em relação ao mesmo período de 2025, mostra documento enviado ao mercado nesta terça-feira (11).

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O ROE, que mede o retorno sobre o patrimônio líquido, ficou em 26,7%, queda de 0,5 ponto percentual.

Mesmo assim, o BTG mantém rentabilidade acima do Itaú (ITUB4), que chegou a 24% no trimestre, colocando o banco ao lado do rival entre os poucos grandes bancos com retorno sobre o patrimônio acima de 20%.

A expectativa da administração do BTG é terminar o ano com ROE acima dos 25%.

A diferença para os demais bancões também é relevante. O Santander (SANB11) apresentou ROE de 12,5%, enquanto o Bradesco (BBDC4), que vem em trajetória de recuperação, chegou a 16,1%.

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O dado ganha ainda mais peso quando se olha para o ambiente em que esse resultado foi entregue.

Com a Selic em 14% e um cenário macroeconômico mais difícil, o BTG vem conseguindo crescer acima dos concorrentes sem abrir mão da rentabilidade, uma combinação que ajuda a explicar o ganho de espaço do banco entre os grandes do setor.

“Esses resultados refletem a robustez do nosso desempenho mesmo diante de um cenário marcado por maior incerteza geopolítica, volatilidade elevada e atividade moderada dos clientes”, disse o banco.

Já a receita no período cresceu 16%, para o recorde de R$ 10,4 bilhões.

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Nas palavras do banco, o resultado reflete a capacidade de expandir receitas e ganhar participação de mercado ao longo dos ciclos, “com as áreas de clientes entregando crescimento consistente”.

“Seguimos comprometidos com um crescimento disciplinado, pautado pela excelência na execução, pela inovação e por uma gestão rigorosa de riscos”, afirma Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.

Mesmo assim, o banco não passou totalmente imune pela piora do cenário macro, com queda em algumas linhas, como investment banking e gestão de riquezas.

Destaques do BTG

O investment banking teve receita de R$ 421,4 milhões, redução de 46,1% em relação ao mesmo período de 2025. No trimestre, houve queda de 32,9%.

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Segundo o BTG, o tombo tem relação com a forte base de comparação, já que o segundo trimestre de 2025 foi um período recorde para o segmento, com receitas de R$ 782,1 milhões, impulsionadas pelo desempenho excepcional em fusões e aquisições (M&A).

“Apesar dessa comparação desafiadora e de um ambiente mais adverso, o BTG Pactual manteve sua posição de liderança nos principais rankings do setor no Brasil e na América Latina”, destaca.

No corporate lending, mais receitas recordes, de R$ 2,5 bilhões, crescimento trimestral de 7,2% e de 18,7% na comparação anual.

Ao todo, a carteira de crédito somou R$ 288,5 bilhões, alta de 21,3%, impulsionada pela originação disciplinada de ativos, com spreads saudáveis e uma estrutura robusta de funding que “contribui para a melhora no desempenho”.

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A área de sales & trading somou R$ 1,8 bilhão, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, “já que a menor atividade de mercado foi compensada por uma alocação de risco mais eficiente”.

No ano, a receita recuou 2,9%, refletindo uma base de comparação alta, já que o segundo trimestre de 2025 foi beneficiado por uma atividade mais forte de clientes.

“Ainda assim, a expansão contínua da nossa franquia de clientes seguiu impulsionando o crescimento das receitas recorrentes, reforçando a resiliência da plataforma ao longo dos ciclos de mercado”.

No segmento de gestão, a despeito do mercado difícil, a Asset Management viu sua receita crescer 27,2% no ano, para R$ 793,5 milhões.

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“Resultado expressivo considerando que a indústria de fundos como um todo registrou resgates no período”, destaca o BTG.

A área atingiu R$ 1,3 trilhão em ativos sob gestão e administração (AuM/AuA), crescimento de 24,8% impulsionado pela forte captação líquida (NNM).

Em wealth management e personal banking, que cuida da gestão de riquezas, houve queda de 4,5% em relação ao trimestre anterior, para R$ 1,4 bilhão, “refletindo principalmente a menor atividade de clientes em um ambiente de mercado mais incerto”.

No ano, a receita da área cresceu 16,8%, ritmo menor que o crescimento de 24,4% do WuM (wealth under management ou patrimônio sob gestão em português) no mesmo período.

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“Essa diferença reflete principalmente um cenário de mercado menos favorável no 2T26, que impactou o mix de produtos e a monetização da base de clientes”.

Nova área do BTG, criada após a integração do Banco Pan, a carteira de crédito de consumer finance atingiu R$ 78,2 bilhões no trimestre, aumento de 6,2%, “impulsionado principalmente pela originação de crédito consignado privado”.

Na comparação anual, a carteira teve alta de 35,2%.

As receitas cresceram 73,7% em relação ao ano anterior, para R$ 1,4 bilhão, impulsionadas principalmente pela participação adicional de 20% no Banco Pan e pela contribuição da Meu Tudo,

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Já as despesas operacionais totais somaram R$ 4,2 bilhões, “um modesto crescimento de 1,2% em relação ao primeiro trimestre de 2026”.

O Money Times pertence ao mesmo grupo empresarial do BTG.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intensivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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