BTG (BPAC11): Lucro salta 40% e chega a R$ 4,6 bilhões no 4T25 em melhor ano da história
O BTG Pactual (BPAC11) encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido ajustado de R$ 4,59 bilhões, alta de 40% em relação ao mesmo período de 2024, mostra documento enviado ao mercado nesta segunda (09).
Analistas consultados pela LSEG esperavam um resultado final de R$ 4,56 bilhões para o período.
Assim, o banco encerra o seu melhor ano da história com lucro de R$ 16,7 bilhões, elevação de 35%.
O ROE, que mede o retorno sobre o patrimônio líquido, ficou em 27,6% no ano, salto de mais de quatro pontos percentuais.
Dessa forma, o BTG não só ultrapassou como abriu distância para o Itaú (ITUB4) no quesito rentabilidade, que chegou a 24% nesse trimestre.
Com a deterioração dos números do Banco do Brasil (BBAS3), o BTG, junto com o Itaú, integra a seleta lista de bancos que conseguiram manter a rentabilidade acima de 20%.
O Santander (SANB11) possui ROE de 17,6%, e Bradesco (BBDC4), que está em franca melhora, 15%.
Além de estar crescendo mais do que seus concorrentes, a melhora chama atenção por ocorrer em um ambiente macroeconômico difícil, em meio a um cenário de juros altos, na casa dos 15%.
“O ano de 2025 foi marcado por execução consistente e forte entrega, reforçando a resiliência do nosso modelo de negócios diversificado. Seguimos bem-posicionados para sustentar ROAE acima de 25%, criando valor de longo prazo para nossos stakeholders, e mantendo nosso foco no cliente”, escreve o BTG no relatório de resultados.
Já a receita do maior banco de investimento da América Latina no período cresceu 35,1%, para recorde de R$ 9,09 bilhões, comparado com a expectativa de R$ 8,9 bilhões dos analistas consultados pela LSEG.
No acumulado do ano, a linha avançou 32% em relação a 2024, impulsionadas por desempenhos recordes em todas as linhas de negócios.
“Os resultados demonstram o contínuo ganho de escala das nossas plataformas de clientes, o que permitiu sustentar um forte ritmo de crescimento mesmo em um ambiente macroeconômico desafiador”, afirma o banco.
Destaques do BTG
Entre as áreas, houve crescimento (e recordes) em várias linhas.
O investment banking teve receita de R$ 692,4 milhões, alta de 35,8% em relação ao mesmo período de 2024. No trimestre, a elevação foi de 7,7%.
O banco diz as cifras foram puxadas por maiores contribuições em todos os segmentos, “refletindo nossa presença consolidada no mercado e liderança nos rankings do setor ao longo do ano”.
No corporate lending, houve mais receitas recordes, de R$ 2,2 bilhões, crescimento trimestral de 4% e de 22,3% na comparação anual “sustentadas pelo crescimento das receitas recorrentes em diversas geografias, spreads competitivos e níveis confortáveis de provisão”.
O portfólio de crédito totalizou R$ 262,3 bilhões, alta de 6,2% na comparação trimestral. Segundo o BTG, apesar do forte crescimento no período, “mantivemos spreads estáveis e alta qualidade de ativos”.
Já em 2025, a carteira de crédito avançou 18,3%, enquanto as receitas de crédito cresceram 22,3%, “mesmo em um ambiente de juros elevados e diante de um cenário de crédito mais desafiado”.
Destaque também para a carteira de PME (pequenas e médias empresas), que registrou crescimento de 23,6% na comparação anual, atingindo R$ 32,1 bilhões em dezembro de 2025.
“Ainda que majoritariamente concentrada em produtos com garantias — como desconto de recebíveis e antecipação de recebíveis de cartão de crédito, seguimos ampliando nossa oferta de produtos bancários para PMEs, com destaque para o lançamento do BTG Pay”.
A área de sales & trading também reportou receita recorde, o terceiro consecutivo, de R$ 2 bilhões, aumento de 29,7% contra o mesmo período de 2024, ” refletindo a contínua escalabilidade das plataformas de cliente e a maior eficiência na alocação de VaR”.
No segmento de gestão, a despeito do mercado difícil, a Asset Management atingiu R$ 3 bilhões no ano e R$ 860 milhões no trimestre em receitas, crescimentos de 24% e 30%, respectivamente.
O desempenho reflete o crescimento consistente dos ativos sob gestão e administração (AuM/AuA), que alcançaram R$ 1,2 trilhão em 2025.
A área de wealth management e personal banking, que cuida da gestão de riquezas, também apresentou receitas recordes, totalizando R$ 5 bilhões em 2025 e R$ 1,4 bilhão no trimestre. Os ativos sob gestão (WuM) atingiram R$ 1,2 trilhão, crescimento de 36,9% na comparação anual.
As despesas administrativas e de outra natureza aumentaram 6,8% no trimestre, a R$ 864,6 milhões no 4T25, “principalmente devido ao reconhecimento de algumas despesas pontuais típicas do período”.