Após balanço, BTG Pactual eleva participação no Méliuz (CASH3) para 10,5%
O Méliuz (CASH3) informou ao mercado na noite desta quinta-feira (13) que recebeu um comunicado do BTG Pactual sobre o aumento de sua participação acionária na companhia.
Segundo o documento, o banco e suas subsidiárias passaram a deter aproximadamente 10,96 milhões de ações ordinárias do Méliuz, o equivalente a cerca de 10,51% do capital social da empresa.
De acordo com o portal de relações com os investidores, o BTG possuía uma participação acionária de 6.987.120 ações, o equivalente a 6,707% do capital acionário da empresa, antes da nova aquisição.
O movimento acontece uma semana após a publicação dos resultados referentes ao segundo trimestre de 2026 (2T26).
A empresa reportou um prejuízo líquido consolidado de R$ 22,4 milhões, revertendo o lucro de R$ 7,6 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Os números foram pressionados por um impacto contábil negativo de R$ 32,1 milhões relacionado à carteira de bitcoin (BTC) da companhia.
Desconsiderando esse efeito, o lucro líquido ajustado somou R$ 9,7 milhões, o que representa uma alta de 14% na comparação anual. Junto com o release de resultados, o Méliuz também anunciou a criação de um novo programa de recompra de ações de até 8,1 milhões de papéis, equivalente a 10% do free float da companhia.
Outros dados do Méliuz (CASH3)
No comunicado, o BTG destacou que a participação adquirida tem como objetivo apenas a realização de operações financeiras.
O banco também afirmou que não pretende alterar a estrutura de controle ou a administração da companhia, nem busca atingir qualquer percentual específico de participação acionária.
Além da posição acionária, a instituição financeira informou possuir instrumentos derivativos com liquidação exclusivamente financeira referenciados em ações da companhia.
Esses contratos conferem ao banco uma exposição vendida de aproximadamente 8,48 milhões de ações, correspondente a cerca de 8,14% do total de papéis emitidos pelo Méliuz.