C&A (CEAB3): Citi eleva recomendação para varejista para ‘compra’ após 2T25; empresa estreará no Ibovespa

O Citi elevou a sua recomendação para as ações da C&A (CEAB3) de neutra para compra, citando os resultados do segundo trimestre de 2025 da varejista de moda. O preço-alvo teve elevação de R$ 19,50 para R$ 21.
Na visão dos analistas, a C&A inicia o terceiro trimestre do ano com um balanço sólido e uma alavancagem (medida pela relação dívida líquida/Ebitda) de 0,3 vez, após quitar todas as obrigações relacionadas ao C&A Pay. Para o banco, a companhia tem agora diante de si o caminho livre para retomar investimentos — incluindo mais capital para desenvolver sua logística e para uma expansão de lojas mais ambiciosa.
“Embora estivéssemos mais cautelosos com a desaceleração da receita após um forte 2º trimestre, acreditamos que a CEAB continua capturando os efeitos de algumas iniciativas para impulsionar mais tráfego”, dizem os analistas.
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Além do balanço sólido, o Citi acredita que a monetização adicional dos créditos fiscais recuperáveis da C&A, de R$ 1,4 bilhão, torna a companhia totalmente equipada para financiar sua expansão.
“Ao ajustarmos nossas perspectivas de crescimento a médio prazo (a partir de 2027), vemos a C&A com uma história de crescimento mais robusta, financiada por sua própria geração de caixa considerável”, diz o banco.
As ações CEAB3 vivem um bom momento em 2025, com alta acumulada no ano de 125% até esta sexta-feira (29).
O 2T25 da C&A
A C&A registrou lucro líquido de R$ 200,3 milhões no segundo trimestre deste ano (2T25), crescimento de 138,9% ante o mesmo período em 2024.
O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado (pré IFRS-16) alcançou R$ 315,9 milhões no período, alta de 29,8% frente o segundo trimestre de 2024.
A expansão da margem bruta de mercadorias no trimestre e os melhores níveis de perdas líquidas de recuperação contribuíram com o resultado. Com isso, a margem Ebitda foi de 15,3%, expansão de 2,1 pontos porcentuais (p.p.) na comparação anual.
Estreia no Ibovespa
A C&A (CEAB3) deve estrear no Ibovespa em setembro juntamente com a Cury (CURY3). As duas pegarão os lugares de São Martinho (SMTO3) e Petz (PETZ3), que devem dar ‘adeus’ ao índice, segundo a terceira prévia da carteira teórica do índice divulgada na quinta-feira (28).
As companhias entram e saem do grupo mais seleto da B3 devido à negociabilidade das ações — que é um dos critérios para a inclusão e continuação na carteira teórica.
O nome da Cury confirma o que já era esperado pelo Bank of America (BofA), BTG Pactual, Itaú BBA e XP Investimentos.
Já a C&A, que não havia aparecido nas prévias anteriores, também deve ingressar na carteira do Ibovespa. Até agora, a entrada da varejista era cotada apenas pelo BofA, mas os estrategistas previam a inclusão apenas em janeiro de 2026.
A nova composição entra em vigor em 1º de setembro e permanece até o fim de dezembro com 84 papéis de 81 empresas. O rebalanceamento da carteira teórica acontece a cada quatro meses.