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Cade vê concentração elevada em fusão Localiza/Unidas

20 maio 2021, 15:54 - atualizado em 20 maio 2021, 15:57
Unidas
A superintendência do Cade apontou ainda que a operação reduzirá o número de empresas com atuação nacional de três para duas, com o grupo resultante da fusão detendo “no mínimo, 60% a 70% de participação de mercado (Imagem: YouTube/Unidas Oficial)

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) decidiu aprofundar a análise do proposta de compra da Unidas (LCAM3) pela Localiza (RENT3), por considerar que a fusão pode envolver uma concentração excessiva nos mercados de locação de veículos e gestão de frotas.

Em despacho, a superintendência-geral do órgão antitruste elencou uma série de preocupações como desdobramento do negócio envolvendo a união da líder com a vice-líder nesses mercados.

Entre eles, a baixa probabilidade de entrada de novos competidores e a redução da concorrência. O órgão citou em particular o fato de que, em alguns aeroportos, “a empresa resultante da operação seria a única opção dos consumidores”.

A superintendência do Cade apontou ainda que a operação reduzirá o número de empresas com atuação nacional de três para duas, com o grupo resultante da fusão detendo “no mínimo, 60% a 70% de participação de mercado.

Com isso, a instituição classificou a operação como “complexa” e sugeriu aprofundar a análise do caso.

Anunciada em setembro passado, a proposta de fusão criaria um grupo combinado com valor de mercado de cerca de 50 bilhões de reais em valores da época e uma frota de 470 mil carros.

As rivais Fleetzil, ALD Automotive, Movida; e Ouro Verde pediram para o Cade intervir no caso.

As ações das companhias que planejam a fusão subiam forte na bolsa paulista nesta quinta-feira, com a da Localiza avançando 4,2%, enquanto a da Unidas ganhava 5,2%.