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Camil (CAML3): Lucro cai 47,5% no 2T26, para R$ 41 milhões; receita recua 7,2%

08 out 2026, 18:30 - atualizado em 08 out 2026, 18:31
Camil caml3
(Foto: Divulgação)

A Camil (CAML3) registrou lucro líquido de R$ 41 milhões no segundo trimestre de 2026 (2T26), queda de 47,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem líquida passou de 2,6% para 1,5%.

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A companhia adota um calendário de resultados diferente daquele seguido pelas empresas que acompanham o ano civil. Seu exercício social começa em março e termina em fevereiro do ano seguinte. Assim, o 2T26 da Camil corresponde aos meses de junho a agosto de 2026, enquanto o segundo trimestre do calendário convencional abrange abril a junho.

A receita líquida somou R$ 2,765 bilhões, recuo de 7,2% na comparação anual. Frente ao primeiro trimestre de 2026, porém, houve crescimento de 3,6%.

O Ebitda, que mede o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, atingiu R$ 225,3 milhões, queda de 10,1% em um ano. A margem Ebitda ficou em 8,2%, redução de 0,3 ponto percentual. Na comparação trimestral, o indicador avançou 7,3%, com expansão de 0,3 ponto percentual na margem.

Apesar da redução no faturamento, o lucro bruto cresceu 1,2%, para R$ 681,9 milhões, favorecido pela queda de 9,7% no custo dos produtos vendidos. A margem bruta chegou a 24,7%, alta de 2,1 pontos percentuais.

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Já as despesas com vendas, gerais e administrativas passaram a representar 19,6% da receita líquida, ante 16,7% um ano antes, aumento de 2,9 pontos percentuais.

Divisão de alto valor cresce, enquanto grãos e açúcar perdem volume

No Brasil, a divisão de alto valor — que reúne massas, biscoitos, café e pescados — apresentou crescimento de 14,1% no volume vendido, para 51,6 mil toneladas. O preço líquido por quilo avançou 20% na comparação anual, para R$ 18,75.

Em relação ao trimestre anterior, o volume dessa divisão aumentou 5,2%, enquanto o preço líquido subiu 7%.

O desempenho contrastou com o da divisão de alto giro, que engloba grãos e açúcar no mercado brasileiro. Nesse segmento, as vendas somaram 335,9 mil toneladas, queda de 4,6% em um ano. O preço líquido, por outro lado, avançou 10%, para R$ 3,89 por quilo.

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Nas operações internacionais, que abrangem Uruguai, Chile, Peru, Equador e Paraguai, o volume vendido recuou 8,3%, para 217,1 mil toneladas. O preço líquido caiu 18,3%, para R$ 3,15 por quilo.

Dívida líquida diminui no trimestre, mas alavancagem segue em 4,7 vezes

A Camil encerrou agosto com dívida líquida de R$ 4,083 bilhões, queda de 3,1% em relação a maio. Na comparação com agosto de 2025, contudo, o endividamento líquido cresceu 17,8%.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda dos últimos 12 meses, ficou em 4,7 vezes, estável frente ao trimestre anterior e acima das 4,1 vezes registradas um ano antes.

O capital de giro somou R$ 2,867 bilhões, redução de 4,8% na comparação trimestral. Segundo a companhia, a operação de arroz apresenta sazonalidade: os primeiros trimestres normalmente exigem mais capital de giro, enquanto o quarto costuma registrar liberação desses recursos.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu, atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por mais de três anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, integrou a lista dos 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio e, em 2026, alcançou o Top 50 da premiação.
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