10 ações para atravessar as eleições, segundo o BTG Pactual — e quais devem performar melhor em cada cenário
O BTG Pactual não realizou alterações na carteira recomendada de ações para o mês de outubro, mantendo uma seleção que os analistas classificam como “equilibrada” para atravessar o primeiro e o potencial segundo turno das eleições 2026.
O portfólio permanece composto pelas ações da Petrobras (PETR4), Itaú (ITUB4), Axia Energia (AXIA3), Sabesp (SBSP3), Rede D’or (RDOR3), Embraer (EMBJ3), Eneva (ENEV3), Gerdau (GGBR4), Motiva (MOTV3) e Cury (CURY3).
“Acreditamos que os juros de longo prazo e as ações já precificam uma quantidade considerável de risco fiscal, enquanto o real não. Com isso em mente, mantemos nossa estratégia de manter exposição a juros de longo prazo e câmbio”, dizem os analistas.
O portfólio tem 50% em ações de Serviços Básicos/Infraestrutura/fluxo de caixa long duration (Axia, Eneva, Sabesp, Motiva e Rede D’Or), 10% no setor financeiro (Itaú), 20% em posições de câmbio (Embraer e Gerdau), 15% em petróleo/câmbio/dividendos (Petro) e 5% em dividendos/construtoras de baixa renda (Cury).
Com juros de longo prazo mais baixos, Serviços Básicos/Infraestrutura, financeiro e construtoras (65%) devem performar bem. Caso contrário, as posições de câmbio somadas à Petro (35%) devem oferecer alguma proteção.
Em setembro, o portfólio registrou desempenho positivo de 6,6%, superando o avanço de 5% do Ibovespa (IBOV), principal índice da Bolsa brasileira, no período.
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O cenário em outubro
Na visão do BTG, no caso de Flávio Bolsonaro vencer, as ações brasileiras poderiam voltar rapidamente à sua média histórica de 10 anos, o que implicaria um potencial de alta entre 11% e 20% em reais. Se o Ibovespa subir até um desvio-padrão acima da média, o upside poderia variar entre 32% e 45%.
Por outro lado, a reeleição do presidente Lula pode provocar alguma correção de mercado, com o Ibovespa recuando
cerca de 10% , com o real se desvalorizando mais aproximadamente 10%.
Olha para quais setores e ações devem performar melhor em cada cenário, os analistas ponderam que, em caso de vitória de Bolsonaro, varejistas, construtoras de médio/alto padrão, nomes expostos a atividade de mercado de capitais e empresas alavancadas devem performar bem.
Alguns nomes incluiriam: as varejistas Renner, C&A e Assaí, a Cyrela, a B3 e a XP, e a Localiza.
“Mesmo dentro de setores mais defensivos, seria possível substituir nomes menos alavancados por outros mais alavancados. Por exemplo, Sabesp por Equatorial, ou Motiva por Ecorodovias”, ponderam os analistas do banco.
Já no caso da reeleição de Lula, exportadoras, construtoras de baixa renda, seguradoras, pagadoras de dividendos e empresas com baixa alavancagem devem performar melhor.
Entre os nomes estão Embraer, Gerdau, WEG e Vale, Petrobras, Cury, Caixa Seguridade, e pagadoras de dividendos (Allos, TIM).
Carteira de ações do BTG para outubro
| Empresa | Ticker | Peso |
| Petrobras | PETR4 | 15% |
| Itaú Unibanco | ITUB4 | 10% |
| Axia | AXIA3 | 10% |
| Sabesp | SBSP3 | 10% |
| Rede D’Or | RDOR3 | 10% |
| Embraer | EMBJ3 | 10% |
| Eneva | ENEV3 | 10% |
| Gerdau | GGBR4 | 10% |
| Motiva | MOTV3 | 10% |
| Cury | CURY3 | 5% |
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