Casas Bahia (BHIA3) paga aluguel a fundo imobiliário, mas segue inadimplente com outro imóvel; IFIX sobe
O fundo imobiliário HSI Logística (HSLG11) informou que a Casas Bahia (BHIA3), atualmente em recuperação judicial, pagou o aluguel referente a setembro de um de seus imóveis logísticos, mas continua inadimplente com o pagamento de outro.
Segundo fato relevante divulgado ao mercado, a varejista quitou o débito referente ao galpão de Contagem (MG), mas não o do ativo localizado em São José dos Pinhais (PR).
O pagamento relativo ao empreendimento mineiro foi realizado em 14 de outubro, no valor de R$ 2,87 milhões, acrescido de R$ 57,5 mil em multa por atraso. Com isso, o montante desembolsado pela locatária chegou a R$ 2,93 milhões.
Apesar da quitação, a ação de despejo contra a empresa referente ao galpão de Contagem permanece em andamento. Isso porque, de acordo com o HSLG11, o pagamento ocorreu após o ajuizamento da ação e não caracteriza a purgação da mora prevista em lei.
Casas Bahia ainda deve R$ 1,4 milhão ao HSLG11
No caso do imóvel de São José dos Pinhais, o valor em aberto é de R$ 1,43 milhão, sem considerar multas e juros por atraso.
Diante do inadimplemento, a ação de despejo referente ao galpão paranaense também seguirá em andamento. O processo foi ajuizado em 8 de outubro, quando foi divulgado pelo fundo ao mercado.
O HSLG11 também destacou que, por se tratar de um crédito posterior ao pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, o montante devido tem natureza extraconcursal.
Na prática, isso significa que o crédito não se submete, em regra, aos efeitos da RJ, conforme as disposições legais aplicáveis.
Casas Bahia no portfólio
Atualmente, a Casas Bahia representa cerca de 30,7% da receita de aluguel contratada do HSLG11, segundo o relatório gerencial mais recente do fundo.
Desse total, 27,4% correspondem à locação direta e 3,3% à receita proveniente de áreas sublocadas à varejista.

Recuperação judicial da Casas Bahia
A Casas Bahia, cabe lembrar, anunciou em 16 de agosto o pedido de recuperação judicial, em conjunto com algumas subsidiárias.
À época, a empresa afirmou que a solicitação ocorreu em um contexto de deterioração das condições econômico-financeiras, atribuindo o cenário, entre outros fatores, a um ambiente macroeconômico marcado por taxas de juros elevadas.
Desempenho do IFIX
Ainda no mercado de fundos imobiliários, IFIX, principal índice da classe na bolsa de valores (B3), encerrou a quinta-feira (15) aos 3.956,29 pontos, com alta de 0,06%.
Com isso, o indicador acumula valorização de 5,35% em outubro e avanço de 4,79% desde o início de 2026.
Destaques do último pregão (15)
O BRCR11 liderou as altas, com valorização de 3,41%. Na sequência, o VGRI11 subiu 2,46%, enquanto o URPR11 avançou 2,30%.
| Ticker | Variação | Último (R$) |
|---|---|---|
| BRCR11 | +3,41% | 45,85 |
| VGRI11 | +2,46% | 6,24 |
| URPR11 | +2,30% | 21,31 |
| HSLG11 | +1,89% | 87,12 |
| VGIP11 | +1,82% | 76,77 |
Já o RZTR11 liderou as perdas, com queda de 5,37%. Na sequência, o GZIT11 recuou 2,54%, enquanto o JSRE11 caiu 2,08%.
| Ticker | Variação | Último (R$) |
|---|---|---|
| RZTR11 | -5,37% | 82,23 |
| GZIT11 | -2,54% | 38,01 |
| JSRE11 | -2,08% | 66,50 |
| PSEC11 | -1,60% | 55,40 |
| CACR11 | -1,08% | 14,70 |