Claro lucra R$ 510 milhões no 2º trimestre, mas resultado recua 12% com piora do financeiro
A Claro encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido atribuível aos acionistas da controladora de R$ 510,1 milhões, queda de 11,9% em relação ao mesmo período do ano passado, quando havia registrado R$ 579,3 milhões.
O desempenho foi pressionado principalmente pelo aumento das despesas financeiras, apesar do crescimento da receita e do resultado operacional.
No balanço patrimonial, a Claro encerrou junho com R$ 240,4 milhões em caixa e equivalentes de caixa e R$ 1,31 bilhão em aplicações financeiras. A companhia também informou que possuía capital circulante líquido negativo de R$ 11,4 bilhões, mas ressaltou que conta com o suporte financeiro da sua controladora América Móvil e que gerou R$ 9,23 bilhões de caixa nas atividades operacionais no primeiro semestre, o que, segundo a empresa, afasta dúvidas sobre a continuidade dos negócios.
A receita líquida somou R$ 13,48 bilhões entre abril e junho, alta de 5,1% na comparação anual. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pelo crescimento de 5,8% da receita de serviços móveis, refletindo a liderança em portabilidade, o avanço da base de clientes pós-pagos e o aumento de 1,9% do ARPU (receita média por usuário). No release, a empresa destaca que a “receita líquida total [está] crescendo 5,1% no 2T26 (…) com destaque ao crescimento de 5,8% em serviços móveis”.
Os custos dos bens e serviços vendidos totalizaram R$ 7,53 bilhões no trimestre, alta de 4,1% em relação ao segundo trimestre de 2025. As despesas operacionais cresceram para R$ 3,08 bilhões, ante R$ 2,96 bilhões um ano antes. Dentro desse grupo, as despesas com vendas avançaram para R$ 2,45 bilhões, enquanto as despesas gerais e administrativas atingiram R$ 1,14 bilhão.
O Ebitda (Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) alcançou R$ 6,05 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 4,6% sobre igual período de 2025. A margem Ebitda ficou em 44,9%, praticamente estável em relação aos 45,1% registrados um ano antes.
A companhia afirmou que “o EBITDA do 2T26 totalizou 6,1 bilhões de reais, 4,6% acima do 2T25, com margem EBITDA de 44,9%” e reiterou que “segue focada em manter um crescimento sustentável de receita e EBITDA”.
O resultado financeiro permaneceu negativo e deteriorou na comparação anual. O saldo ficou em R$ 1,44 bilhão negativos, ante despesa financeira líquida de R$ 1,08 bilhão no segundo trimestre de 2025. As receitas financeiras recuaram para R$ 546,3 milhões, enquanto as despesas financeiras permaneceram elevadas, em R$ 1,98 bilhão, pressionando o lucro do período.
Entre os destaques operacionais, a operadora encerrou junho com 92,3 milhões de clientes móveis, dos quais 61,2 milhões no segmento pós-pago, alta de 8,7% em 12 meses. A Claro também alcançou 23,8 milhões de clientes 5G, equivalentes a 36% de participação de mercado.
Segundo o release, o crescimento do pós-pago foi impulsionado pela liderança em portabilidade e pela aceleração da migração de clientes do pré-pago.