Carteira Recomendada

KNCR11, BTLG11 e as principais recomendações de FIIs para setembro, segundo 13 analistas

05 set 2026, 10:24
FIIs fundos imobiliários (Imagem: Lemon_tm/ istockphoto)
FIIs fundos imobiliários (Imagem: Lemon_tm/ istockphoto)

O Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11) é o fundo imobiliário mais recomendado para setembro, segundo levantamento do Money Times com carteiras elaboradas por bancos, corretoras e casas de análise. O FII recebeu nove indicações no mês.

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Na sequência aparecem o BTG Pactual Logística (BTLG11), presente em oito portfólios, e o XP Malls (XPML11), com sete recomendações. O Kinea Hedge Fund (KNHF11) ocupa a quarta posição, com seis menções.

Quatro fundos dividem o quinto lugar, com cinco indicações cada: Bresco Logística (BRCO11), Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11), Hedge Brasil Shopping (HGBS11), HSI Malls (HSML11) e Vinci Logística (VILG11).

O ranking mostra que as casas mantêm uma estratégia equilibrada entre fundos de recebíveis, beneficiados pela taxa Selic ainda elevada, e fundos de tijolo com portfólios considerados resilientes e potencial de valorização conforme os juros recuam.

KNCR11: renda elevada mantém fundo na liderança

A preferência pelo KNCR11 é explicada principalmente pela exposição da carteira ao CDI. O fundo investe em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e tende a apresentar rendimentos mais elevados enquanto os juros permanecem em patamares restritivos.

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O Santander destaca que o KNCR11 possui uma carteira diversificada, formada por 91 CRIs, majoritariamente classificados como high grade, ou seja, de menor risco de crédito. Aproximadamente 100% dos papéis são indexados ao CDI e contam com garantias como alienação fiduciária e cessão de recebíveis.

Para os próximos 12 meses, o banco estima um dividend yield de 13,2%. Como contraponto, eventuais novos cortes da Selic podem reduzir gradualmente os rendimentos do fundo.

A XP também avalia que o KNCR11 deve continuar entregando uma renda atrativa, sustentada por uma Selic terminal ainda elevada e pela menor volatilidade em relação a outros FIIs. A casa cita ainda a experiência da gestão, a diversificação e o baixo risco da carteira de crédito.

BTLG11 ganha espaço após captação bilionária

Segundo colocado no levantamento, o BTLG11 ganhou força nas carteiras após concluir uma emissão de cotas que levantou cerca de R$ 1,8 bilhão. O reforço de caixa amplia a capacidade do fundo de realizar aquisições.

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Em setembro, o Santander incluiu o BTLG11 em sua carteira, ocupando o espaço anteriormente destinado ao BRCO11. Além da maior disponibilidade de recursos, o banco destaca que o fundo negocia com desconto de aproximadamente 7% em relação ao valor patrimonial.

O BTLG11 possui 34 galpões logísticos, alta taxa de ocupação e contratos de longo prazo. Entre os inquilinos estão empresas como Assaí, DHL, Unilever e Amazon. O Santander estima um dividend yield próximo de 10% nos próximos 12 meses.

A XP também chama atenção para a recente aquisição do galpão BTLG Guarulhos I, por R$ 375 milhões. O ativo está integralmente locado e foi comprado com cap rate de aproximadamente 9,1%. Com o pagamento parcelado, o fundo estima um retorno médio de 15,2% nos primeiros 18 meses da operação.

XPML11 lidera entre os shoppings

Com sete indicações, o XPML11 é o fundo de shopping centers mais recomendado para setembro. O portfólio reúne participações em 26 empreendimentos e soma 274 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL) própria.

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O Santander considera o XPML11 sua principal escolha no segmento, destacando a diversificação, a consistência dos resultados operacionais e a atuação da gestão na compra e venda de ativos.

Entre os principais empreendimentos estão Catarina Fashion Outlet, Shopping Cidade Jardim e Pátio Higienópolis. O banco estima um dividend yield de 10,8% para os próximos 12 meses.

A XP também fundamenta a recomendação na presença de shoppings maduros e resilientes, na melhora operacional do portfólio e na possibilidade de ganhos adicionais com a reciclagem de ativos.

Logística e shoppings dividem espaço

Além do BTLG11, outros três fundos logísticos aparecem entre os mais recomendados: BRCO11, VILG11 e, logo abaixo, LVBI11. O BTG Pactual destaca que esses fundos combinam imóveis de alto padrão, contratos de longo prazo e exposição a regiões próximas dos principais centros consumidores.

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O VILG11, com cinco indicações, negocia com desconto patrimonial e apresenta vacância reduzida. Para o Santander, o fundo é uma opção atrativa devido à diversificação do portfólio, à qualidade dos galpões e ao fato de a maior parte dos contratos vencer somente depois de 2028.

Entre os shoppings, HGBS11 e HSML11 também receberam cinco recomendações. O BTG destaca que o HGBS11 reúne ativos localizados em regiões maduras, baixa alavancagem e bom desempenho operacional. Já o HSML11 se beneficia da participação majoritária em seus empreendimentos e do potencial de ganhos com a venda de ativos.

Os FIIs mais recomendados para setembro
FundoNomeIndicações
KNCR11Kinea Rendimentos Imobiliários9
BTLG11BTG Pactual Logística8
XPML11XP Malls7
KNHF11Kinea Hedge Fund6
BRCO11Bresco Logística5
MCCI11Mauá Capital Recebíveis Imobiliários5
HGBS11Hedge Brasil Shopping5
HSML11HSI Malls5
VILG11Vinci Logística5

No pano de fundo, as casas ressaltam que a queda recente da inflação e a continuidade do ciclo de cortes da Selic podem favorecer os FIIs, especialmente os fundos de tijolo. Ainda assim, os juros reais elevados, as incertezas fiscais e a volatilidade eleitoral exigem seletividade.

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Em agosto, o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (Ifix) recuou 1,46%, pressionado principalmente pela alta dos juros longos. Nesse ambiente, a preferência segue concentrada em fundos com portfólios de qualidade, gestores experientes, contratos previsíveis e capacidade de manter a distribuição de rendimentos.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduada em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.

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