Investimentos

CMBD11: Retorno de ETF de commodities supera Ibovespa em meio à tensão no Irã e disparada do petróleo

18 mar 2026, 12:11 - atualizado em 18 mar 2026, 12:11
Petróleo oriente médio
(Imagem: iStock/vadimrysev)

Em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, com choques na oferta global de petróleo, os ativos ligados a commodities voltaram ao radar dos investidores. O CMDB11, fundo negociado em bolsa (ETF, na sigla em inglês) que tem 40% da carteira em ações de óleo e gás, acumula valorização de 14,94% no ano. O desempenho supera o do Ibovespa, que avança 11,64% no período.

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Diante de um cenário de incerteza geopolítica e potencial pressão inflacionária, impulsionada pela alta dos preços de energia, a exposição a commodities ganha força como estratégia de proteção de portfólio.

Para Matheus Spiess, analista da Empiricus, o ETF CMBD11 é um dos ativos estratégicos para a carteira nesse ambiente. Isso porque oferece acesso a algumas das principais empresas brasileiras ligadas às commodities, incluindo nomes relevantes de petróleo, mineração e agronegócio.

“Na prática, o investidor passa a acessar, em um único ativo listado em bolsa, uma carteira diversificada de empresas exportadoras e geradoras de caixa”, afirma Spiess. “Trata-se de uma forma prática de capturar o potencial de valorização do ciclo de commodities no Brasil.”

Segundo o analista, há ainda um “duplo alfa” na estratégia. Além da exposição ao ciclo de commodities, muitas dessas empresas ainda negociam a múltiplos descontados por aqui.

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Spiess também avalia que o cenário favorável vai além do atual episódio geopolítico. “Mesmo que o conflito venha a se estabilizar, o pano de fundo segue favorável às commodities”, afirma.

O analista também destaca fatores como a reorganização das cadeias globais de suprimento e as disputas estratégicas entre grandes potências, que, combinados, tendem a tornar choques de oferta mais frequentes.

O que é o CMBD11?

O CMBD11 é um ETF de commodities do BTG Pactual listado na B3, que reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio. Ou seja, a carteira do ETF oferece exposição diversificada ao ciclo de commodities.

Com cerca de 40% da carteira em ações de óleo e gás, o ETF tende a se beneficiar diretamente de movimentos de alta no petróleo.

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O fundo possui taxa de gestão de 0,50% ao ano, não tem incidência de come-cotas nem IOF e conta com liquidez diária na bolsa.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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