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Com investimento fracassado em gás de xisto, EIG mira Brasil

29 ago 2019, 14:42 - atualizado em 29 ago 2019, 14:45
“Quando a história da revolução do xisto for escrita, será um sucesso geológico, um sucesso geopolítico e, principalmente, um fracasso em termos de investimento”, disse Thomas

A firma de private equity EIG Global Energy Partners quer crescer no Brasil, já que o boom do gás de xisto nos Estados Unidos, apesar da crescente produção, dá pouco retorno.

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Depois de perder a disputa pela rede de gasodutos TAG, que a Petrobras vendeu para a francesa Engie por US$ 8,6 bilhões, a empresa com sede em Washington está de olho em outros ativos que a gigante estatal possa querer vender no futuro, disse o CEO da EIG, Blair Thomas, em entrevista na quarta-feira.

“Espero que continuemos envolvidos em algumas das coisas a caminho no curto prazo da Petrobras“, disse.

Embora a expansão do gás de xisto (folhelho) atraia mais capital e apresente mais crescimento do que qualquer outra área de petróleo no mundo, as ações de produtores independentes dos EUA têm despencado já que o aumento da produção tem sido feito às custas do retorno dos investidores. Investidores de private equity que financiaram a prolífica Bacia Permiana do Texas e Novo México agora tentam encontrar compradores.

“Quando a história da revolução do xisto for escrita, será um sucesso geológico, um sucesso geopolítico e, principalmente, um fracasso em termos de investimento”, disse Thomas. “Quantias enormes de capital foram destruídas, e a indústria precisa dar um passo atrás e fazer uma reavaliação.”

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O impacto da Lava Jato chegou a reduzir a atratividade de algumas descobertas no pré-sal. Mas reformas iniciadas no governo Dilma Rousseff para atrair investimentos levaram petroleiras como Exxon Mobil a colocar o Brasil novamente no radar como destino preferencial. Enquanto isso, a Petrobras busca levantar bilhões de dólares com a venda de ativos para se concentrar na exploração de suas reservas de petróleo.

A EIG entra para o clube de empresas que aumentam a exposição à produção de petróleo tradicional e se afastam do gás de xisto. Na terça-feira, A Hilcorp Energy, do bilionário texano Jeffery Hildebrand, fechou um acordo para comprar todos os ativos da BP no Alasca por US$ 5,6 bilhões.

“Em termos de reservas descobertas, o Brasil supera o gás de xisto”, disse Thomas. Isso está associado à necessidade de oleodutos e outras infraestruturas de energia para que o país possa exportar petróleo. “O Brasil, como muitos países, tem desafios, mas os fundamentos da presença do recurso e a lógica comercial por trás da necessidade dessa infraestrutura são bastante convincentes.”

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