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Com privatização à vista, JPMorgan eleva recomendação da Copasa (CSMG3) e quase dobra o preço-alvo

02 fev 2026, 10:02 - atualizado em 02 fev 2026, 10:02
copasa dividendos
Com privatização à vista, JPMorgan eleva recomendação da Copasa (CSMG3) e quase dobra o preço-alvo (Imagem: Copasa/YouTube)

O JPMorgan elevou a recomendação para as ações da Copasa (CSMG3), passando de underweight (venda) para overweight (compra), e revisou de forma significativa o preço-alvo do papel.

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A nova estimativa do banco norte-americano para dezembro de 2026 é de R$ 66, ante R$ 30 anteriormente, o que representa um potencial de valorização de cerca de 29% em relação à cotação atual, de R$ 51,15.

Em relatório, a casa destacou que a mudança de visão ocorre apesar de a ação acumular alta próxima de 80% nos últimos 12 meses. Acompanhe o tempo real. 



Segundo o JPMorgan, a revisão da recomendação se apoia na rejeição de duas teses pessimistas que embasavam a avaliação anterior:

  • Baixa probabilidade de privatização;
  • Percepção de que as melhorias operacionais e regulatórias já estariam totalmente refletidas no preço dos papéis.

No caso da privatização, o banco avalia que o processo ganhou tração desde outubro de 2025, com avanços relevantes por parte do governo de Minas Gerais, como a aprovação da lei que autoriza a venda da companhia e o início das negociações para extensão das concessões com municípios.

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Com isso, a casa passou a trabalhar com a expectativa de que a privatização possa ser concluída ainda no primeiro semestre de 2026.

“Nossa objeção se baseava no momento. A privatização da Sabesp, por exemplo, levou 18 meses, enfrentando muito menos atrito político. Para a Copasa, o cronograma parecia muito desafiador devido à falta de apoio político até o primeiro semestre de 2025”, escreveram os analistas Arthur Pereira e Victor Burke.

“No entanto, diversas medidas foram tomadas desde outubro passado, e a privatização poderá ser concluída até março ou abril”, prosseguiram.

Modelo de privatização

A dupla também detalha o modelo de privatização aprovado pelo governo de Minas Gerais. Segundo eles, a operação deve envolver uma oferta secundária de até 45% do capital da Copasa, sem emissão de novas ações.

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Desse total, 30% seriam vendidos a um investidor estratégico, que terá compromisso de permanência no capital, com lock-up de 100% dos papéis por quatro anos e de 50% até 2033 ou até a universalização dos serviços.

Os 15% restantes seriam destinados a investidores institucionais — participação que pode chegar a 50% caso não haja investidor estratégico. O modelo prevê ainda limite de 45% do poder de voto por acionista.

Cenários à vista

Já em relação à avaliação, o JPMorgan argumenta que, mesmo negociando a cerca de 1,6 vez o EV/RAB (relação entre o valor da empresa e a base de ativos regulatórios), a Copasa ainda apresenta espaço para reprecificação.

A tese considera a possibilidade de redução de até 35% nos custos operacionais, além de ajustes regulatórios que permitiram à companhia reter parte dos ganhos de eficiência ao longo do tempo, em linha com o modelo adotado na privatização da Sabesp.

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No cenário-base, que embasa o novo preço-alvo, o banco projeta um crescimento médio anual de cerca de 20% do Ebitda e de 15% do lucro por ação nos próximos três anos, impulsionado pela expansão da base de ativos regulatórios (RAB).

No cenário otimista, estima um potencial de valorização de até 90% para as ações, considerando cortes de custos mais agressivos, custo de capital menor e crescimento de volume acima do esperado decorrentes da privatização.

Já no cenário pessimista, a casa ressalta que o principal risco é a não conclusão da privatização, além de eventuais atrasos na execução do plano de investimentos, considerado essencial para o cumprimento das metas de universalização do saneamento.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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