Compass (PASS3): XP inicia cobertura e enxerga potencial de 50% para ação; é hora de comprar?
A XP Investimentos iniciou a cobertura de Compass (PASS3), controlada pela Cosan (CSAN3), com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 36,70, o que representa um potencial de valorização de quase 50% em relação ao fechamento anterior.
De acordo com a corretora, são dois lados na tese da Compass, sendo o primeiro a âncora de valor. Isso, detalha, porque a companhia possui um portfólio premium de distribuição de gás natural nas regiões economicamente mais desenvolvidas do Brasil, o que proporciona fluxos de caixa previsíveis e crescimento constante.
O segundo fator destacado pela corretora é a Edge, a plataforma de comercialização de gás, que oferece uma opcionalidade relevante para que a Compass entregue crescimento com retornos marginais bastante atrativos.
"O negócio de gás natural oferece fluxos de caixa de longo prazo que crescem em termos reais a retornos marginais acima do custo de capital, enquanto a Edge traz fluxos de caixa incrementais com necessidade de muito pouco capex adicional", afirma a XP, que estima cerca de R$ 1,2 bilhão adicional de capex para que a companhia entregue entre R$ 350 e R$ 400 milhões em fluxos de caixa recorrentes adicionais.
Segundo a corretora, esse portfólio robusto, combinado a um posicionamento estratégico que coloca a companhia como uma consolidadora natural do setor, constrói uma história de investimento atraente.
Por volta das 11h57 (horário de Brasília), a Compass recuava 0,90% (R$ 24,25), enquanto o Ibovespa avançava 0,27%, aos 170 mil pontos.
Porfólio premium
A Compass controla e consolida Comgás, Sulgás, Necta e Compagas, ativos premium de distribuição nas regiões mais desenvolvidas do país, com presença populacional e industrial relevante e ainda subpenetrada, na avaliação da XP.
Além disso, a companhia possui participações minoritárias em CEG Rio, SC Gás e MS Gás. Essas participações representam oportunidades adicionais de alocação inorgânica de capital, de acordo com a corretora, nas quais a Compass possui direito de preferência via holding Commit, como foi o caso da Compagas.
"Em conjunto, esses ativos representam 48% de market share do segmento de distribuição de gás natural e combinam fluxos de caixa previsíveis com potencial de crescimento ainda não capturado", considera a XP.
"Também vemos potencial para uma eventual fusão das concessões da Necta e da Comgás, o que poderia destravar novas oportunidades de crescimento para acelerar o capex nessas concessões ao longo do tempo", acrescenta.
Com um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente de R$ 4,4 bilhões e alta conversão em fluxo de caixa livre (FCF), a XP afirma que esses ativos oferecem uma base de fluxos de caixa previsíveis que pode sustentar dividendos ao mesmo tempo em que a Compass continua crescendo.