Internacional

Comunidade internacional tem de ajudar países pobres a garantir vacinas, diz presidente da Colômbia

12 jan 2021, 14:47 - atualizado em 12 jan 2021, 14:47
Ivan Duque
A oferta de vacinar imigrantes venezuelanos não registrados causaria “uma debandada”, devido à falta de um sistema de saúde confiável na Venezuela, disse Duque (Imagem: Divulgação/Presidência da Colômbia)

A comunidade internacional precisa ajudar os países de baixa renda a melhorar suas posições nas negociações bilaterais para garantir vacinas contra o coronavírus se quiser que a imunidade global de rebanho seja alcançada, disse o presidente da Colômbia, Iván Duque, nesta terça-feira.

Embora processos como o mecanismo Covax –coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)– possam ajudar os países mais pobres a assegurar algumas doses da vacina, o esquema tem limitações, segundo Duque.

“A única maneira de o mundo ter imunidade de grupo é depois de todos termos passado por um massivo processo de vacinação universal e equitativo”, disse o presidente colombiano em entrevista à Reuters Next.

A Colômbia, que registrou mais de 1,8 milhão de infecções por coronavírus e 46.451 mortes, garantiu até agora cerca de 49 milhões de doses de vacinas, o suficiente para inocular cerca de 29 milhões de pessoas.

O país sul-americano de 50 milhões de habitantes acertou a compra de 10 milhões de doses das vacinas da Pfizer-BioNTech e da AstraZeneca, cada, e 9 milhões de doses da Janssen, unidade farmacêutica da Johnson & Johnson. Além disso, garantiu mais 20 milhões de doses por meio do Covax.

Embora a Colômbia deva iniciar seu programa de vacinação contra Covid-19 em fevereiro, Duque reiterou que o país não oferecerá vacinas a imigrantes venezuelanos não registrados.

Fugindo da turbulência social e política do país petrolífero, mais de 1,7 milhão de venezuelanos vivem na Colômbia, dos quais 900.000 não são registrados, segundo dados da agência de migração da Colômbia.

A oferta de vacinar imigrantes venezuelanos não registrados causaria “uma debandada”, devido à falta de um sistema de saúde confiável na Venezuela, disse Duque, reconhecendo que a decisão pode ser considerada politicamente incorreta.

“A Colômbia simplesmente não tem capacidade de vacinar sua própria população e a da Venezuela ao mesmo tempo”, explicou.

A comunidade internacional precisa ajudar a Colômbia a obter vacinas para venezuelanos não registrados, disse Duque.

“É muito importante que a comunidade internacional, muito preocupada com a situação na Venezuela, também nos apoie na aquisição de vacinas para atender as pessoas que não regularizaram ou normalizaram sua situação de imigração na Colômbia”, afirmou o presidente.

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