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Cota para China se aproxima do fim, mas arroba do boi pode atingir R$ 400

23 jun 2026, 17:39 - atualizado em 23 jun 2026, 17:39
Gado no pasto na fazenda
(iStock.com/Leila Melhado)

A indústria do boi já se prepara para o esgotamento da cota de carne bovina para China. Segundo a Safras & Mercado, a expectativa é de que até o final de junho 80% da cota seja atingida, e com seu esgotamento previsto para julho.

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Este cenário iminente tende a injetar volatilidade e instabilidade no mercado de curto prazo. O ponto central do debate reside na ausência de praças alternativas capazes de absorver esse volume, uma vez que nenhum outro mercado internacional possui escala suficiente para substituir a demanda chinesa.

Além disso, as frentes de negociação diplomática e comercial têm se mostrado infrutíferas, sem sinalizações de flexibilização por parte de Pequim.

União Europeia voltará atrás sobre embargo?

Segundo Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, o Brasil segue em intensas discussões com a UE sobre sua decisão de barrar importações de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil, que entra em vigor no dia 3 de setembro.

No entanto, os pedidos de flexibilização e um possível período de transição solicitados pelo Brasil não foram aceitos pelo bloco.

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"O que tivemos de vitórias em relação à Europa foi uma negociação de maneira segmentada. Avicultura de corte, de postura, suinocultura e bovinocultura farão negociações individuais. Mas a bovinocultura é mais difícil por ser uma cadeia mais fragmentada".

Cotas pressionam preços do boi, mas final do ano promete virada

No mercado brasileiro do boi um movimento de pressão de baixa começa a surgir, dado justamente pelo esgotamento precoce das cotas para China.

"As indústrias estão se adequando a um grande mercado importador que deve se ausentar de maneira temporária e parcial. Vamos ver um aumento da capacidade ociosa".

Apesar disso, para o último trimestre, Iglesias acredita que veremos uma alta bastante consistente dos preços da arroba, com expectativa para uma retomada da demanda chinesa, baixa disponibilidade de gado para abate em consequência do El Niño e do menor incentivo ao confinamentos por preços futuros não tão atraentes.

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"Podemos ver uma arroba de R$ 400 no último trimestre. O terceiro trimestre será um período de baixa pelo esgotamento das cotas".

Quanto o avanço da mosca-varejeira nos EUA, o analista não vê impactos negativos para o Brasil, mas acredita que os problemas sanitários ao redor do planeta podem significar mais oportunidades para o nosso mercado.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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