Essa construtora derreteu na bolsa — e agora quer recomprar 10% dos papéis em circulação
A Lavvi (LAVV3) irá recomprar até 7,4 milhões de ações, ou até 10% das ações em circulação, mostra documento enviado ao mercado nesta sexta-feira (7).
Segundo o comunicado, o programa terá prazo de vigência de 18 meses, que será iniciado em 10 de agosto.
A companhia diz que o programa terá como objetivo aquisição de ações ordinárias de emissão da companhia para permanência em tesouraria e posterior cancelamento ou alienação.
Forcinha para investidor (e ação barata)
Programas como esse costumam ser interpretados pelo mercado como uma demonstração de confiança da administração nos fundamentos da empresa e no potencial de valorização das ações.
No ano, o papel da Lavvi cai 40%. Só na sessão pós-balanço, a ação caiu 5%.
Na prática, quando uma companhia decide usar recursos para comprar seus próprios papéis, a mensagem costuma ser que, nos preços atuais, ela considera que investir em si mesma é uma alocação de capital mais atrativa do que outras alternativas.
Para o acionista que decide ficar, o benefício é uma espécie de “dividendo indireto”: com menos ações em circulação, cada fatia do bolo que sobra na mão do investidor passa a representar uma porcentagem maior do lucro e dos proventos futuros.
Na outra ponta, porém, há um efeito colateral conhecido: a redução da liquidez. Isso porque com menos papéis disponíveis para negociação diária, o volume movimentado na bolsa de valores tende a diminuir, o que pode elevar a sensibilidade dos preços devido às compras e vendas mais expressivas.