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Cury (CURY3) recua na bolsa após prévia do 1T26; veja o que dizem os analistas

10 abr 2026, 12:45 - atualizado em 10 abr 2026, 12:45
Cury (CURY3) (Imagem: divulgação)
Cury (CURY3) recua na bolsa após prévia do 1T26; o que dizem os analistas? (Imagem: divulgação)

Negociadas dentro do índice Ibovespa, as ações da Cury (CURY3) reagem negativamente à prévia operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26), divulgada na noite de ontem (9). Entre analistas, no entanto, a leitura majoritária é de que os números vieram sólidos.

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Por volta das 12h43 (horário de Brasília), os papéis da construtora recuavam 2,24% na bolsa de valores (B3), negociados a R$ 36,18. No acumulado de 2026, porém, registram valorização superior a 15%. Acompanhe o tempo real.



Vendas em alta

Entre janeiro e março, a companhia lançou 10 empreendimentos, sendo sete em São Paulo e três no Rio de Janeiro, que totalizaram um valor geral de vendas (VGV) de R$ 2,6 bilhões.

O montante representa queda de 4,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025, mas ficou 5% acima das expectativas do BTG Pactual.

Em relatório, o banco classificou a prévia como “sólida”, destacando, principalmente, a geração positiva de caixa livre e o desempenho do indicador que mede a velocidade de vendas (VSO).

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No período, as vendas brutas da construtora totalizaram R$ 2,53 bilhões, alta anual de 14%, enquanto os cancelamentos somaram R$ 229 milhões, crescimento de 91% na mesma base de comparação.

Consequentemente, as vendas líquidas foram de R$ 2,30 bilhões, avanço de 10% frente ao 1T25, o que resultou em um VSO estável de 46%.

Segundo o BTG, essa velocidade de comercialização foi “saudável” e refletiu o fato de que cerca de 50% dos lançamentos da Cury foram vendidos dentro do próprio trimestre.

28º trimestre consecutivo com fluxo de caixa positivo

Quanto à geração de caixa, a companhia registrou um valor positivo de R$ 93 milhões entre janeiro e março, um salto de 263% na comparação anual, embora abaixo da projeção de R$ 200 milhões do banco.

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Apesar disso, o BTG destacou que este foi o 28º trimestre consecutivo de fluxo de caixa positivo, reforçando o modelo de negócios enxuto da construtora e o controle operacional, mesmo em um período sazonalmente mais fraco.

“Os resultados da Cury foram sólidos, com velocidade de vendas atingindo robustos 46% e o fluxo de caixa de R$ 93 milhões sendo satisfatório, ainda que inferior às nossas estimativas”, afirmou a instituição.

O banco reiterou a visão positiva para a empresa, apoiada pelo bom momento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), pela perspectiva de crescimento do lucro por ação (LPA) e pela grande posição de caixa líquido, que abre espaço para distribuição futura de dividendos.

O BTG possui recomendação de compra para CURY3, destacando que os papéis são negociados a um múltiplo P/L de 8,5 vezes para 2026.

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O preço-alvo é de R$ 44, o que implica potencial valorização de 21% frente à cotação atual.

O que diz o BBI

Na mesma linha, os analistas do Bradesco BBI afirmaram que os resultados vieram “como o esperado”, ressaltando, também, a consistência do fluxo de caixa.

De acordo com o banco, a geração de caixa da companhia nos últimos 12 meses totalizou R$ 750,9 milhões, avanço de 58% na comparação anual.

“A Cury apresentou resultados sólidos e consistentes no 1T26, com sua robusta geração de caixa se destacando mais uma vez”, disse a casa, em relatório.

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O BBI também elogiou o aumento de aproximadamente 9% nos preços de lançamento na base anual, movimento que ajuda a compensar parte das pressões de custos com materiais e frete atrelados à alta do petróleo.

“A avaliação da Cury segue pouco exigente, com múltiplo P/L estimado para 2027 de 7,3 vezes, contra 6,4 da Direcional e 5,1 da Tenda, enquanto a ação continua oferecendo retorno atrativo, com dividendo projetado em torno de 8% para 2026”, destacou o banco, que também possui recomendação de compra para CURY3.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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