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Departamento de Justiça dos EUA acusa homem de operar rede ilegal de caixas eletrônicos de Bitcoin

23 jul 2020, 12:01 - atualizado em 23 jul 2020, 12:01
Quiosques instalados em lojas de conveniência e postos de gasolina ajudavam pessoas a sacarem dinheiro em troca de criptoativos (Imagem: Freepik/macrovector)

Um homem na Califórnia foi acusado de operar uma rede ilegal de caixas eletrônicos de bitcoin que operou até US$ 25 milhões, segundo anúncio do Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA.

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Kais Mohammad, 36, cujo nome de usuário é “Superman29”, foi acusado no Tribunal Distrital dos Estados Unidos por três violações: operação de empresa não registrada de câmbio monetário, lavagem de dinheiro e por não conseguir manter um programa eficaz antilavagem de dinheiro.

Segundo o acordo aceito, Mohammad era dono e operador da Herocoin, uma empresa financeira ilegal de criptoativos, entre dezembro de 2014 a novembro de 2019.

Mohammad forneceria serviços de câmbio entre bitcoin e dinheiro, cobrando comissões de até 25%, que é bem acima da taxa atual do mercado.

Ele encontrava com clientes em locais públicos e trocava dinheiro com eles sem perguntar sobre a origem dos fundos. Segundo o anúncio, Mohammed sabia que alguns dos fundos que ele realizava o câmbio eram provenientes de atividades criminosas.

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Autoridades afirmaram que “após a FinCEN [Rede de Combate a Crimes Financeiros] entrar em contato com Mohammad em julho de 2018 para que ele registrasse sua empresa, Mohammad o fez, mas falhou em cumprir com leis federais de antilavagem de dinheiro, não realizando a devida diligência nem informando sobre clientes suspeitos”.

Em seguida, ele adquiriu quiosques parecidos com caixas eletrônicos de bitcoin que foram instalados em shoppings, postos de gasolina e lojas de conveniência em diversas regiões da Califórnia.

Esses quiosques permitiam que clientes comprassem e vendessem bitcoin em troca de dinheiro. Mohammad alimentava essas máquinas com dinheiro que clientes poderiam sacar e mantinha um software de servidor para operar os quiosques.

Espera-se que Mohammad se declare culpado em frente ao tribunal nas próximas semanas e receba uma sentença de até 30 anos de prisão.

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