Inteligência Artificial

Depois de fala polêmica sobre inteligência artificial, CEO da OpenAi, Sam Altman, defende distribuição de riqueza e diminuição da escala de trabalho

07 abr 2026, 15:57 - atualizado em 07 abr 2026, 16:10
CEO da OpenAI, Sam Altman
(Imagem: REUTERS/Elizabeth Frantz)

Apoiar a diminuição da escala de trabalho e dizer que “humanos também gastam muita energia para serem treinados” são duas opiniões que, em um primeiro momento, parecem opostas na discussão sobre o avanço da inteligência artificial e suas consequências para a humanidade.

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Mas ambos os argumentos saíram, em um intervalo de apenas dois meses, da boca da mesma pessoa: o CEO da OpenAI, Sam Altman.

O grande inimigo das relações públicas da OpenAI

Assim como o início da internet, o surgimento da inteligência artificial parecia coisa de ficção científica ou algo que demoraria anos para sair do papel. Até que, virou realidade.

De primeira, os direitos autorais surgiram entre as grandes questões levantadas das IAs, uma vez que os modelos eram treinados com criações humanas não autorizadas, como o uso de arte para gerar imagens.

Em pouco tempo, o debate passou a ser um pouco mais preocupante: quanto de energia e recursos são necessários para treinar e manter IAs funcionando em um planeta que já lida com as consequências da poluição humana.

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Cinco anos atrás, quando o assunto começava a borbulhar, os data centers já estavam entre os top 10 no ranking de indústrias com alto consumo de água nos Estados Unidos. O estudo foi realizado por uma equipe da faculdade Virginia Tech.

Já em 2026, o CEO da OpenAI, dona do ChatGPT, foi questionado sobre esse uso durante um evento promovido pelo The Indian Express… e a resposta de Altman foi a seguinte:

“Leva algo como 20 anos de vida e toda a comida que você consome durante esse período para você ficar inteligente. E não só isso: foi necessária a evolução amplamente disseminada das 100 bilhões de pessoas que já viveram — que aprenderam a não ser comidas por predadores, que aprenderam a entender ciência e outras coisas — para produzir você”.

Ou seja, na visão de Altman, não é sobre quanto as IAs gastam, mas quanto elas gastam em comparação aos humanos.

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Agora, Altman defende taxação dos ricos e escala 4×3

O comentário não pegou bem. Altman foi alvo de duras críticas nas semanas que se seguiram. A resposta a si mesmo veio em um bom e velho “textão”.

Embora não tenha comentado as falas passadas, o CEO parece ter mudado de lado na discussão.

Em um artigo de 13 páginas intitulado “Política Industrial para a Era da Inteligência: Ideias para Manter as Pessoas em Primeiro Lugar”, Altman defende um mundo em que a superinteligência beneficie a todos em três principais pontos:

  1. A prosperidade seja amplamente compartilhada, aprimorando o padrão de vida de todos
  2. Os riscos, como disrupção econômica e uso indevido, sejam mitigados
  3. O acesso à ferramenta seja democratizado

E enquanto no Brasil ainda se debate para passar da escala 6×1 para a 5×2, Altman vai além. No artigo, ele defende a diminuição da jornada de trabalho para 32 horas semanais em uma escala 4×3, com quatro dias trabalhados para três de descanso.

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Ao mesmo tempo, na visão do CEO da OpenAI, é preciso buscar meios para incentivar as empresas a reterem e retreinarem seus funcionários, de modo a mitigar o desemprego provocado pelas IAs.

Por fim, Altman propõe a criação de um fundo por meio do qual os ganhos gerados pelo avanço das IAs sejam compartilhados com os trabalhadores e com a sociedade em geral.

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Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
Jornalista em formação pela Faculdade Cásper Líbero. Atualmente, estagia como redatora de notícias no Money Times e no Seu Dinheiro. Antes, trabalhou no site da Empiricus, onde cobriu empresas e investimentos.
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