Ouro cai mais de 11% e prata derrete 31% em um único dia; entenda
O ouro reverteu as máximas históricas das últimas semanas nesta sexta-feira (30) e encerrou a US$ 4.745,10 por onça-troy, um recuo de 11,38% — a maior queda em um único dia do metal precioso desde 2016.
A prata seguiu o movimento do ouro e fechou a US$ 78,53 por onça-troy, um derretimento de 31,37%, maior recuo intradiário desde 2008.
As perdas dos metais ganharam força após a indicação do ex-diretor do Federal Reserve (Fed) Kevin Warsh ao comando da autoridade monetária, além dos dados mais fortes do que o previsto pelo mercado para a inflação ao produtor nos Estados Unidos.
O Commerzbank aponta que os mercados consideram Warsh como um candidato mais conservador para o board do Fed. Apesar disso, o banco alemão ainda vê alta probabilidade de que a autoridade monetária ceda à pressão, em certa medida, e corte os juros mais do que o atualmente precificado.
O movimento de hoje e os ralis anteriores dos metais preciosos mostram que os preços podem cair quase tão rapidamente quanto sobem, destaca a Capital Economics. A consultoria espera que os preços do ouro terminem este ano bem abaixo dos níveis atuais.
Na semana, o ouro e a prata acumularam queda de 4,71% e 22,5%, respectivamente. No mês, porém, o ouro avançou 9,30% e a prata 11,23%.
Os metais preciosos atingiram máximas nos últimos meses por serem considerados ativos mais seguros ante o dólar.
Em janeiro, a preocupação com a desvalorização cambial, o debate sobre a independência do Fed e as tensões geopolíticas acenturaram os ganhos do ouro e da prata.
E o cobre?
Após ter ultrapassado os US$ 14.000 a tonelada na quinta-feira (29) pela primeira vez, o cobre caiu quase 4% em Londres.
* Com Estadão Conteúdo