Brilhou entre os emergentes: UBS WM destaca 3 fatores que fortalecem o Brasil; confira
O UBS Wealth Management mantém uma visão atrativa para ações de mercados emergentes, sustentada pela liderança em inovação em inteligência artificial (IA), melhora na governança corporativa na Ásia e preços mais altos de commodities — como no caso do Brasil.
O banco projeta crescimento de lucros de 33% para ações de mercados emergentes em 2026 e revisou o preço-alvo para o MSCI Emerging Markets em dezembro de 2026 para 1.680.
Segundo o UBS WM, o Brasil se destaca entre os mercados emergentes devido a fundamentos sólidos, cortes de juros domésticos e seu papel como grande exportador de commodities. “A orientação do mercado para ativos reais, financeiros e setores cíclicos oferece diversificação e uma proteção natural em um ambiente de preços de energia mais elevados”, acrescenta o banco.
O UBS WM atenta, porém, que é esperada alguma volatilidade coma proximidade da eleição geral de outubro de 2026. Ainda assim, há espaço para melhora no sentimento e no crescimento dos lucros conforme houver maior clareza de políticas, diz.
Já no médio prazo, o UBS WM avalia que o foco global em segurança energética e escassez de commodities deve beneficiar os setores de commodities do Brasil.
Os principais riscos para esse cenário, detalha, incluem uma forte correção nos preços de commodities, um ciclo de afrouxamento monetário mais limitado e choques políticos domésticos.
Impacto de preços de commodities não é uniforme entre emergentes
O UBS WM ressalta que o impacto dos preços mais altos de commodities não é uniforme entre os mercados emergentes, variando tanto do ponto de vista econômico quanto do mercado acionário.
“Para exportadores líquidos, preços mais altos de energia são um fator positivo, sustentando câmbio e lucros corporativos; para importadores líquidos, especialmente na Ásia, funcionam como um fator negativo, elevando a inflação e pressionando as avaliações das ações. Isso reforça a importância da alocação regional e da diversificação dentro de mercados emergentes”, explica.
No cenário base do banco, haverá uma resolução relativamente rápida das atuais disrupções de oferta de energia. No entanto, caso os preços de energia sigam elevados por mais tempo, a expectativa é de maior divergência dentro dos EM, com exportadores de commodities como o Brasil e mercados expostos a temas estruturais de crescimento tendendo a mostrar maior resiliência.
Preferidas do UBS WM
O UBS WM tem como preferência a exposição à China, com destaque para o setor de tecnologia da China continental, onde potenciais avanços em modelos de linguagem em grande escala, novos lançamentos de produtos de IA e redução dos riscos geopolíticos podem impulsionar uma reprecificação do setor.
Além disso, em outras áreas de tecnologia emergente, a Coreia do Sul continua se beneficiando da forte demanda por memória e de preços mais altos de memória DRAM, aponta.
Por outro lado, as ações indianas foram rebaixadas de atrativas para neutras pelo UBS WM devido à maior sensibilidade a preços mais altos de combustíveis.
“Para participação equilibrada e gestão de riscos, recomendamos exposição por meio do índice MSCI Emerging Markets”, afirma o banco.