Mercados

Ibovespa sobe aos 169 mil pontos impulsionado por blue chips; dólar recua a R$ 5,17

09 jun 2026, 17:29 - atualizado em 09 jun 2026, 17:37
ibovespa queda
(Imagem: iStock/hernan4429)

O Ibovespa (IBOV) interrompeu a sequência de quedas e fechou positivo com a ajuda das blue chips.

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Nesta terça-feira (9), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com alta de 0,68%, aos 169.813,15 pontos.

Já o dólar à vista (USDBRL) encerrou as negociações a R$ 5,1775, em queda de 0,05%.

Por aqui, os investidores acompanharam a entrevista do ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao portal UOL. Durigan afirmou que avanço de “pautas-bomba” no Congresso Nacional podem ampliar despesas ou reduzir a arrecadação em um momento de maior pressão sobre a inflação e os juros.

De acordo com o ministro, a aprovação de medidas com elevado impacto fiscal pode dificultar o controle das contas públicas e aumentar a pressão para a manutenção de juros elevados.

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“Se a gente tem que ter foco para garantir estabilidade econômica, aprovar pauta-bomba agora dá mais asas, joga mais lenha nessa fogueira de quem pede juros mais altos”, afirmou.

Segundo Durigan, o cenário atual exige cautela diante dos efeitos da guerra entre Irã e Israel sobre os preços globais e das incertezas provocadas pela política comercial dos Estados Unidos.

Altas e quedas do Ibovespa

Em dia de otimismo na bolsa, as blue chips contribuíram para o desempenho positivo do índice, com alta de 1,27% do Itaú (ITUB4), a R$ 39,01.

Entre os pesos-pesados, Petrobras (PETR4;PETR3), que detém cerca de 12% de participação da carteira do índice, fechou com a ação ordinária em alta, enquanto a preferencial acompanhou os preços do petróleo, com o barril do Brent encerrando em baixa de 2,97%, a US$ 91,45 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

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PETR3 terminou o dia com alta de 0,17% (R$ 46,12), enquanto PETR4 cedeu 0,12% (R$ 41,17).

A Vale (VALE3), que detém 11% de participação do índice, fechou na contramão do desempenho do minério de ferro – o contrato mais líquido da commodity, negociado para setembro, encerrou as operações em Dalian, na China, com baixa de 0,20%, cotado a 760 yuans (US$ 112,04) a tonelada. A VALE3 avançou 0,55% (R$ 78,50).

A ponta positiva foi encabeçada por Hapvida (HAPV3), que avançou 4,50% (R$ 11,38).

A ponta negativa do IBOV, por outro lado, foi liderada pela Totvs (TOTS3), que recuou 4,85%, a R$ 30,79, seguindo a cautela em relação à IA no exterior.

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Exterior

Os índices de Wall Street fecharam sem direção única com nova ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, ao Irã, além do tombo das ações ligadas à inteligência artificial.

Um helicóptero Apache dos Estados Unidos foi abatido pela manhã. Inicialmente, o presidente dos EUA, Donald Trump, evitou comentar sobre o que havia causado a queda. Mais tarde, porém, ele afirmou na rede Truth Social que os iranianos haviam abatido o helicóptero.

Segundo Trump, os tripulantes do Apache passam bem, mas, ainda assim, seria necessário que os Estados Unidos respondam ao ataque iraniano.

A fala do presidente dos EUA destoou do otimismo do mercado com perspectiva de um acordo de paz próximo entre Washington e Teerã.

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Confira o fechamento dos índices:

  • Dow Jones: +0,17%, aos 50.872,11 pontos;
  • S&P 500: -0,26%, aos 7.386,65 pontos;
  • Nasdaq: -0,97%, aos 25.678,822 pontos.

Na Europa, os índices fecharam majoritariamente em queda à espera de uma nova alta nos juros pelo Banco Central Europeu (BCE). O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,42%, aos 619,09 pontos.

Na Ásia, os índices fecharam sem direção única. O índice Nikkei, do Japão, avançou 2,17%, os 65.416,63 pontos, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 0,37%, aos 24.565,90 pontos.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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