Dividendos à vista: Fundo imobiliário vende fatia de outlet e projeta lucro por cota; IFIX cai
O fundo imobiliário Hedge Brasil Shopping (HGBS11) concluiu a venda de sua participação remanescente no “I Fashion Outlet Novo Hamburgo”, localizado no Rio Grande do Sul, por R$ 63,4 milhões, mostra fato relevante divulgado ao mercado.
De acordo com o documento, a operação envolveu a alienação de uma fração ideal de 18,375% do empreendimento.
Com a conclusão do negócio, o veículo encerrou totalmente sua participação no ativo, que já havia sido parcialmente reduzida em março de 2024.
Do valor da venda, R$ 15,8 milhões já foram recebidos pelo fundo. O saldo restante, porém, será pago em duas parcelas iguais de R$ 23,77 milhões cada, nos próximos semestres.
A transação deve gerar um lucro não recorrente de aproximadamente R$ 47,98 milhões, equivalente a R$ 0,33 por cota, já considerando o novo total de papéis em circulação após a 11ª emissão do FII.
Confira o cronograma previsto para os recebimentos:
| Período | Valor recebido | Lucro estimado | Lucro por cota |
|---|---|---|---|
| 1º semestre de 2026 | R$ 15,85 milhões | R$ 11,99 milhões | R$ 0,083 |
| 2º semestre de 2026 | R$ 23,77 milhões | R$ 17,99 milhões | R$ 0,125 |
| 1º semestre de 2027 | R$ 23,77 milhões | R$ 17,99 milhões | R$ 0,125 |
| Total | R$ 63,4 milhões | R$ 47,98 milhões | R$ 0,332 |
Ainda segundo o comunicado, o preço da venda ficou 29,4% acima do montante apontado no último laudo de avaliação do imóvel.
Além disso, o negócio deve elevar em R$ 0,11 a cota patrimonial do HGBS11, levando o valor para R$ 20,76 por papel.
O fundo também afirmou que a operação, somada à recente alienação do Shopping Jardim Sul, sustenta o guidance de distribuição mensal de rendimentos em R$ 0,17 por cota para 2026.
Investimento começou com CRI
A participação do HGBS11 no “I Fashion Outlet Novo Hamburgo” teve início em 2012, por meio da estruturação de um CRI para financiar as obras do empreendimento. Em 2015, o título foi convertido em participação imobiliária.
O valor de conversão da fatia de 18,375% foi de aproximadamente R$ 12,9 milhões. Assim, o montante total da venda foi cerca de 4,9 vezes superior ao custo de aquisição.
Considerando todo o período presente no ativo, de aproximadamente 11 anos, o investimento gerou uma TIR (taxa interna de retorno) de 24,7% ao ano, ao passo que o IPCA médio nesse intervalo foi de 5,1% ao ano, informou a gestora do fundo.
Desempenho do IFIX
Ainda no mercado de FIIs, o IFIX, principal índice do setor na bolsa de valores, encerrou a terça-feira (19) aos 3.816,65 pontos, com queda de 0,87%.
Agora, o indicador acumula desempenho negativo de 2,88% em maio, enquanto, em 2026, apresenta valorização de 1,10%.
Destaques do último pregão (19)
O fundo imobiliário JSCR11 liderou as altas do último pregão, com avanço de 2,05%. Na sequência, o BLMG11 subiu 1,39%, enquanto o KISU11 registrou valorização de 1,36%.
| Ticker | Variação | Último |
|---|---|---|
| JSCR11 | +2,05% | R$ 8,48 |
| BLMG11 | +1,39% | R$ 31,27 |
| KISU11 | +1,36% | R$ 6,73 |
| DEVA11 | +1,16% | R$ 20,05 |
| RBRL11 | +1,10% | R$ 84,21 |
Já o TGAR11 liderou as perdas, com recuo de 6,68%. Em seguida, o BROF11 caiu 5,87%, enquanto o CACR11 registrou baixa de 4,72%
| Ticker | Variação | Último |
|---|---|---|
| TGAR11 | -6,68% | R$ 62,05 |
| BROF11 | -5,87% | R$ 55,00 |
| CACR11 | -4,72% | R$ 36,35 |
| BPML11 | -3,53% | R$ 85,61 |
| MFII11 | -2,68% | R$ 52,26 |