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Dividendos à vista? OceanPact (OPCT3) vende dois navios por US$ 86 milhões e reforça potencial de proventos

03 nov 2026, 15:28
oceanpact
(Imagem: Site/ Oceanpact)

A OceanPact (OPCT3) informou nesta terça-feira (3) que suas controladas norueguesas CBO NW1 AS e CBO NW7 AS assinaram memorandos de entendimento para vender as embarcações CBO Energy e CBO Wiser a um grupo estrangeiro atuante no setor de apoio marítimo offshore.

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Pelo acordo, a compradora pagará US$ 43 milhões por embarcação, totalizando US$ 86 milhões. Do valor total, 10% será pago em até 10 dias úteis após a assinatura, a título de sinal, e o saldo ficará para a conclusão da operação, prevista até 18 de dezembro de 2026.

Segundo a companhia, a operação está alinhada à estratégia de alocação eficiente de capital e gestão ativa da frota.

Vale pontuar que a transação ainda depende do cumprimento de condições precedentes usuais, entre elas aprovações societárias de ambas as partes, anuência do cliente da CBO Wiser — que está em contrato vigente — e outras autorizações previstas nos MOAs.

No caso da CBO Wiser, a venda só será concluída após a embarcação ser afretada a casco nu à Companhia Brasileira de Offshore (CBO), subsidiária integral da OceanPact, pelo período restante do contrato atualmente em vigor.

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Com isso, a CBO seguirá operando a embarcação para o mesmo cliente, sem mudança nas condições contratuais.

Na Bolsa, as ações operam em alta após o anúncio. Por volta de 15h25 (horário de Brasília), as ações OPCT3 subiam 5,46%, cotadas a R$ 9,47. Acompanhe o tempo real.



Transação favorável

Analistas do Bradesco BBI chamam atenção para o valor equivalente a cerca de 90% do preço de um PSV novo, apesar de as embarcações terem aproximadamente cinco anos de idade, evidenciando uma “transação extremamente favorável”.

Os recursos devem reforçar a estratégia de alocação de capital voltada para distribuição aos acionistas, segundo os analistas.

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Pelas estimativas do BBI, a operação gera um valor líquido de cerca de R$ 430 milhões, frente a R$ 220 milhões considerados no modelo, resultando em criação de valor de aproximadamente R$ 207 milhões (R$ 0,44 por ação), ou cerca de 5% do valor de mercado da companhia.

Devido à depreciação acelerada adotada pela CBO e ao acúmulo de prejuízos fiscais, o Itaú BBA espera que a alíquota efetiva de imposto sobre a transação fique abaixo da alíquota legal, o que deve reforçar a capacidade de pagamento de dividendos da companhia.

Atualmente, os analistas estimam um dividend yield (rendimento de dividendo) de 12% para 2026, assumindo distribuição de 100% do lucro líquido.

“Outro ponto importante é que ambas as embarcações devem operar fora do Brasil após a conclusão da transação e, portanto, não devem aumentar a pressão competitiva no mercado local de embarcações de apoio marítimo (OSVs)”, dizem os analistas.

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Embora sejam embarcações relativamente novas, com cerca de cinco anos de idade, ambas operam sob bandeira estrangeira. Assim, a venda não reduz a tonelagem da frota da OceanPact registrada sob bandeira brasileira.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas.
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