Dividendos de 11,5%: Veja 15 fundos imobiliários (FIIs) para ter na carteira em novembro, segundo o BTG
O BTG Pactual promoveu alterações em sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) para novembro, retirando o RBRY11 da seleção e reduzindo em 0,5% a participação em GZIT11.
Em contrapartida, o banco aumentou as alocações em KNHF11, KNCR11 e MCCI11 em 1%, 1% e 0,5%, respectivamente.
Em relatório, os analistas Matheus Oliveira e Caio Araujo afirmaram que as mudanças buscam adequar o risco do portfólio diante de um cenário estruturalmente mais desafiador para os ativos domésticos, marcado pelas preocupações com a trajetória fiscal brasileira e pela alta dos juros futuros.
No caso da saída do RBRY11, a dupla ressaltou que o fundo já tinha uma participação menor na carteira e que a posição foi desmontada em razão de um ajuste na exposição ao segmento de crédito estruturado, que tende a apresentar maior sensibilidade no curto prazo.
Nesse contexto, o BTG ponderou que priorizará teses high grade (de menor risco), como KNCR11 e MCCI11, que apresentam uma relação risco-retorno “mais favorável”, especialmente sob a perspectiva da geração de renda.
Quanto ao KNHF11, os analistas elogiaram o portfólio diversificado do veículo e o desconto acima de sua média histórica, fatores que justificaram o aumento marginal da exposição ao FII.
O momento dos fundos imobiliários
No relatório, o BTG também destacou que outubro foi marcado por uma reprecificação dos juros globais, diante da combinação entre atividade econômica ainda resiliente nos Estados Unidos, inflação persistente e tensões geopolíticas.
No Brasil, o banco apontou que o mês foi pautado pela eleição presidencial e pela forte reprecificação dos ativos domésticos.
“Após a valorização da bolsa e do real, impulsionada pelas expectativas de ajuste fiscal, a reeleição do presidente Lula provocou uma reversão abrupta, com circuit breaker, alta do do dólar e abertura da curva de juros”, escreveram Oliveira e Araujo.
Segundo os analistas, para os fundos imobiliários, esse movimento eleva o retorno exigido pelos investidores e aumenta a concorrência com a renda fixa.
“Após a recuperação observada nos FIIs nas semanas anteriores, a correção também refletiu realização de lucros e revisão de carteiras. A volatilidade pode persistir, a depender das sinalizações sobre a condução da política econômica”, afirmaram.
Fundamentos saudáveis
Apesar da instabilidade, o BTG avalia que os fundamentos dos principais segmentos imobiliários permanecem relativamente saudáveis.
Nos escritórios, o banco destacou que a demanda por espaços de qualidade e a baixa atividade construtiva favorecem imóveis localizados em regiões consolidadas.
Na logística, a elevada ocupação e o crescimento dos aluguéis sustentam um cenário operacional positivo.
Já nos shoppings, o ambiente de consumo mais desafiador exige acompanhamento, embora empreendimentos competitivos e uma base diversificada de lojistas ofereçam alguma proteção às receitas dos FIIs.
Nos fundos de recebíveis, a preferência da casa recai sobre operações high grade, com devedores sólidos e garantias adequadas, enquanto as high yield exigem, na avaliação do banco, cautela adicional.
Desempenho
Em outubro, a carteira recomendada de FIIs do BTG registrou queda de 2,71%, ante recuo de 2,89% do IFIX, principal índice de fundos imobiliários da B3.
No acumulado de 2026, o portfólio do banco registra desvalorização de 2,24%, enquanto o indicador de referência (benchmark) perde 3,41%.
Além da variação das cotas, a seleção da casa entregou um dividend yield (retorno em dividendos) anualizado de 11,5% no mês passado.
Confira os FIIs indicados pelo BTG Pactual para novembro:
| Fundo | Peso | Segmento | Dividend yield anualizado |
|---|---|---|---|
| BTCI11 | 6,0% | Recebíveis | 13,8% |
| KNCR11 | 15,0% | Recebíveis | 12,9% |
| KNIP11 | 14,0% | Recebíveis | 8,4% |
| MCCI11 | 8,5% | Recebíveis | 13,4% |
| VILG11 | 5,5% | Galpão logístico | 11,0% |
| BRCO11 | 2,5% | Galpão logístico | 10,4% |
| BTLG11 | 13,0% | Galpão logístico | 9,9% |
| HGLG11 | 3,0% | Galpão logístico | 9,4% |
| BRCR11 | 4,5% | Laje corporativa | 12,4% |
| PVBI11 | 5,0% | Laje corporativa | 7,3% |
| KNHF11 | 6,0% | Hedge fund | 13,3% |
| GZIT11 | 2,0% | Shopping center | 12,5% |
| HSML11 | 2,0% | Shopping center | 11,3% |
| VISC11 | 6,0% | Shopping center | 10,2% |
| TRXF11 | 7,0% | Híbrido | 16,8% |
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