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Dividendos da Copel (CPLE3): BTG calcula bolada e diz o que fazer com as ações

26 mar 2026, 15:49 - atualizado em 26 mar 2026, 15:56
Copel/Divulgação
Os analistas são categóricos ao afirmar que, embora a ação tenha apresentado um forte desempenho no ano, ainda há mais potencial (Imagem: Copel/Divulgação)

Se as ações de elétricas costumam ser mais estáveis, não foi o caso da Copel (CPLE3). No ano, o papel sobe 23%. Quando se olha para a janela dos últimos 12 meses, a alta é ainda mais expressiva: 58%.

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Mas, para quem acredita que o fôlego acabou por aí, pode estar enganado. O BTG elevou o preço-alvo da ação para R$ 18, ante R$ 14, com recomendação de compra.

Os analistas são categóricos ao afirmar que, embora a ação tenha apresentado um forte desempenho no ano, ainda há mais potencial. Eles lembram que 2026 foi mais um período relevante para a companhia, com marcos importantes, entre eles:

  • a conversão para o Novo Mercado; e
  • uma grande vitória no Leilão de Capacidade (LRCAP).

Para o BTG, o papel está agora mais líquido e com maior valor. Somente o leilão gerou R$ 6,5 bilhões em VPL (valor presente líquido) para a empresa (cerca de R$ 2,2 por ação).

“Estamos elevando o preço-alvo para refletir o sucesso do leilão e a nova projeção de preço de energia de longo prazo de R$ 250/MWh (ante R$ 200/MWh). Acreditamos que a ação deve apresentar um desempenho de baixo risco, com alto pagamento de dividendos e bom carrego nos próximos anos”.

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E os dividendos da Copel?

O BTG destaca que a empresa sinaliza ao mercado que investirá R$ 4,9 bilhões em dois projetos de expansão (Foz do Areia e Segredo). Menos dividendos? Não necessariamente.

Segundo os analistas, ambos os projetos apresentam bons retornos — um retorno real sobre o capital de 28% para Foz do Areia e de 20% para Segredo.

“A discussão sobre dividendos não deve ter grande relevância. Não há dúvida de que é muito melhor assumir o risco de construir ambos os projetos (e capturar o VPL potencial mencionado) do que simplesmente pagar mais dividendos”.

De qualquer forma, o fluxo de proventos não deve mudar significativamente com os investimentos. Os projetos devem ser executados ao longo dos próximos quatro anos (considerando que não haja antecipação).

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“Um eventual início antecipado, aliás, poderia gerar cerca de R$ 1 bilhão adicional em VPL (no cenário de antecipação de um ano)”.

Nos cálculos do BTG, os dividendos projetados entre 2026 e 2030 passariam de R$ 17,5 bilhões para R$ 16,5 bilhões, caso a projeção de preço de energia permanecesse estável. Com as novas estimativas, o total sobe para R$ 17,9 bilhões.

Com isso, a relação dívida líquida/EBITDA atinge um pico de 3,1x e recua para 2,3x em 2030, quando os projetos estiverem plenamente operacionais.

Preços mais altos

O BTG também passou a ver preços de energia mais altos no longo prazo, em R$ 250/MWh. Na visão do banco, isso deve ocorrer por uma combinação de fatores:

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  • maior intermitência do sistema;
  • metodologia de preço spot mais confiável;
  • ausência de novos projetos de pico com baixo custo variável; e
  • maior presença de usinas térmicas no horizonte.

Os analistas reconhecem que essa é uma das variáveis mais difíceis de prever no setor elétrico e que está sujeita a mudanças tecnológicas e regulatórias.

“No entanto, o cenário para o futuro próximo parece mais otimista, e nossa projeção anterior (R$ 200/MWh) se mostrou conservadora diante da evolução do sistema”.

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Editor-assistente
Formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, cobre mercados desde 2018. Ficou entre os jornalistas +Admirados da Imprensa de Economia e Finanças das edições de 2022, 2023 e 2024. Possui curso intesivo de mercado de capitais oferecido pelo Insper em parceria com a B3. É também setorista de bancos. Antes, atuou na assessoria de imprensa do Ministério Público do Trabalho e como repórter do portal Suno Notícias, da Suno Research.
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